quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Cair da Noite


Isaac Asimov (1992). Cair da Noite. Lisboa: Vega.

Fui à ComicCon e... consegui sair de lá sem livros. Mas tranquilizem-se. Fiz gosto ao vício dos livros ao passear nos jardins do Palácio de Cristal e descobrir, incauto, que havia por lá uma feira do livro no Pavilhão Rosa Mota. Feira digna de nota por encontrar por lá obras esquecidas, como as edições portuguesas de Peter F. Hamilton e outras da Argonauta Gigante, ou edições de FC da editorial Vega. O orçamento abalado pela estadia no Porto não permitiu grandes aventuras, mas veio de lá este Cair da Noite. Quando vi o nome dos tradutores, não resisti.

O Mestiço: Um cientista em busca do segredo da energia nuclear dá abrigo a um mestiço, criatura mista terrestre/marciana que é malvista nos dois planetas. Este ajuda-o a resolver a tecnologia e leva o cientista a criar uma cidade que dá abrigo a estes seres altamente inteligentes mas discriminados pelos humanos e marcianos. Conto juvenil, facilmente datável por uma das premissas se centrar na descoberta pacífica do poder do átomo, e uma clara e óbvia alegoria sobre o racismo. Traduzido por Eduardo Saló.

Cair da Noite: O conto clássico, um dos melhores de Asimov e da ficção científica, sobre a colisão entre ciência e misticismo. Num planeta iluminado por seis sóis há um ciclo de destruição e reconstrução civilizacional quando um eclipse total que ocorre a cada dois mil e quinhentos anos mergulha o mundo numa escuridão breve mas enlouquece os seus habitantes. Um conto poderoso, que com o passar do tempo não perde a sua força. Traduzido por Victor Palla.

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