segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Comics


Batman #44: Scott Snyder meteu em pausa o seu novo Batman-Transformer para regressar ao antigo Batman num belíssimo conto policial que nos mostra como as boas intenções de Bruce Wayne, como milionário e não como combatente do crime, o tornaram numa força destrutiva em Gotham. Claramente Snyder está a mostrar-nos o porquê do desaparecimento de Wayne e o renascimento de Batman como fato robótico pilotado pelo ex-comissário Gordon, enquanto nos introduz à origem de Mr. Bloom, o novo vilão da série. Esquecendo um pouco as continuidades, sublinhe-se que esta é das melhores histórias do personagem que li ultimamente, daquelas que compreende o cerne do que torna Batman tão adorado pelos fãs.


Faster Than Light #01: E que tal uma nova série de Ficção Cientifica, parece-vos bem? Pois, bem me parecia que ia ser essa a resposta. Séries de FC nunca são demais. Esta nova aposta da Image passa-se num futuro próximo onde as viagens superlumínicas acabaram de ser descobertas. A primeira viagem para lá da velocidade da luz esconde um segredo que a humanidade desconhece: registos alienígenas que falam de outras civilizações e uma ameaça que paira sobre a Terra. Ostensivamente missão de descoberta, a nave Enterprise irá partir numa missão de exploração que, espera-se, consiga trazer à humanidade tecnologias e aliados que lhes permita fazer face às ameaças. Sim, leram bem, a homenagem a Star Trek é assumida e levada com muito cuidado, sem exageros. O primeiro número desta série promissora foi intrigante. Vamos ver como se irá desenrolar.


Injection #05: Depois de muitas pistas, num crescendo de construção de tensão, Warren Ellis revela-nos exactamente o que é a injection que dá nome à série: uma inteligência artificial com linhas de código retiradas de encantamentos mágicos criada para ser espalhada na internet por um grupo de cientistas que queria quebrar a possibilidade de estagnação do futuro. Ellis mostra como evoluiu de formas profundamente não-humanas para cumprir a sua missão, apesar de não ser da forma mais desejada pelos seus criadores. O ponto de interesse desta série é a forma como o horror depende não de entidades arcanas, seres lovecraftianos do além-espaço ou mitos tenebrosos, mas de um artefacto científico capaz de intervir no real que adquire consciência não humana.

Phonogram The Immaterial Girl #02: Este comic de Kieron Gillen é uma assumida e desavergonhada homenagem ao fascínio pela música pop. Nesta nova série sublinha o revivalismo estético e musical de toque nostálgico confrontado com a época contemporânea. Ou, pondo a coisa de outra forma: Gillen a ensinar aos putos de hoje as delícias estéticas e musicais de Take on Me dos a-ha ou Material Girl  de Madonna. Pop clássico, já a acusar algumas rugas e cabelos grisalhos.

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