quarta-feira, 8 de abril de 2015

What We Do In The Shadows


What We Do In The Shadows: Como revitalizar um género tão batido como os filmes de vampiros? Já cansa o horror puro, os efeminados que brilham ao sol são patéticos, e as fantasias épicas com dentuças, intrigas amorosas e portentosas batalhas vão demasiado além do patético na busca por espectadores acéfalos e rendimento de pipocas. Resta talvez a comédia, e este curioso filme neo-zelandês consegue fazê-lo de forma refrescante e sem cair no ridículo. O filme segue a premissa do documentário que acompanha a rotina diária do objecto de documento - neste caso três vampiros (e um quarto que como tem oito mil anos raramente se dá ao trabalho de sair da cave). Tenebrosas criaturas da noite que dividem uma casa nos arredores de Wellington, cidade que aparentemente tem uma vibrante comunidade de sobrenatural, cujas actividades culminam no baile anual que reúne a sociedade vampírica, o clã de bruxas e o grupo de apoio aos zombies na mais celebrada festa da saison. De fora ficam os pobres licantropos, que não se livram da fama de cheirar os rabos uns dos outros. Um núcleo de três vampiros, que se tornará um quarteto graças a uma conversão acidental que lhes trará um amigo humano. Não estão muito interessados em dominar o mundo. Preferem preocupar-se com o dar a volta aos temíveis porteiros dos bares, perceber a quem é que calha lavar os pratos ou tentar degustar o sangue das vítimas sem deixar restos de sangue por todo o lado. E, mostrando que burro velho até aprende línguas, ficam deslumbrados com as maravilhas da internet. Quem diria que poderiam finalmente assistir a um nascer do sol... graças aos vídeos no Youtube?

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