segunda-feira, 16 de março de 2015

Comics


Constantine #23: Um pouco do clássico John Constantine transpareceu no final de mais um arco eminentemente esquecível. Simplificar o personagem para o público mais mainstream não trouxe lá grandes resultados e no aquecimento para mais um mega (bocejo) evento da DC fica no ar mais uma renovação do personagem. Enfim. Constantine é demasiado icónico para ir para a prateleira, com aparições fugazes nos comics escritos por argumentistas mais conhecedores, e demasiado iconoclasta para o público juvenil. O fumador desencantado não se coaduna bem com esta renovação como mago que lança raios mágicos dos punhos sempre a salvar o mundo de poderosos arqui-inimigos, e depressa perdeu o gás. A ver vamos o que a editora lhe reserva para a próxima encarnação.


Coffin Hill #16: Já o disse, já o repeti: há um excelente título de terror clássico na Vertigo. Bruxarias, cidadezinhas americanas antigas e creepy com segredos tenebrosos, sobrenaturais assassinos em série, multidões de esqueletos nas florestas e até splatterpunk puro. Coffin Hill tem sido consistente e arrepiante na forma como lida com a iconografia clássica do terror.


Hexed #08: Confesso, fiquei espantado. Até agora Hexed tem sido um banal comic de sobrenatural com artefactos mágicos e lutadores do bem a oporem-se aos arquetípicos maus. Lia-se, é divertido, mas valia mais pela elegância do traço do ilustrador. Até esta edição, em que a heroína decide vingar a morte da sua mentora fazendo precisamente aquilo que o bem nunca faz quando luta contra o mal: assassina os inimigos com extremo prejuízo, num banho de sangue que invocará os piores pesadelos. Curiouser and curiouser, diria Carroll.

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