segunda-feira, 14 de julho de 2014

Imaterial exequível


Às voltas com a ideia de património imaterial, o que é, como o captar e arquivar para não se desvanecer. No meu caso com a variante como posso usar saberes de outras disciplinas com ferramentas digitais. Ou melhor, ando farto de naves espaciais, carros e casas e estou à procura de estratégias de abordagem de ferramentas TIC que incorporem desafios e saberes de outras áreas. Para isso nada melhor do que passar as fronteiras do digital e infiltrar-me em contextos muito diversos do que me é habitual. No caso, das preocupações e metodologias de trabalho do campo da História. Ser-me-ão úteis? Não directamente, mas ficar a saber como se trabalha permite afinar abordagens digitais. Dá para desafiar colegas de outras áreas com conhecimento de como fazem e aliviar-lhes a carga de trabalho, sempre um argumento positivo nas partilhas. Daí este vídeo, essencialmente uma prova de conceito a partir de registos de visita a um bairro lisboeta, recorrendo a fotos, recolha de sons, filmagem e indícios espaciais fundidos num pequeno filme que procurar recriar a sensação de deslumbre da descoberta com um toque de dérive (deixei os aspectos mais técnicos - em termos de história, para os restantes elementos do grupo de trabalho). É um tipo de projecto que me parece exequível com os meus alunos. Mas não se fiem muito em mim porque a minha definição de "exequível com alunos" mete coisas do tipo 3D e similares.

Tip of the hat para o Professor Imperfeito, que me vai deixando participar nos desafios que vai lançando por Lisboa e com isso me permite alargar horizontes conceptuais em áreas longe daquelas de que sou nativo. E oportunidade para tirar boas fotografias (ai a imodéstia, o convencimento, a hubris).

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