sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Dead media


Professor, lembra-se de nos ter falado disto na primeira aula? Aula essa que é dedicada a episódios da história e evolução do computador, para que os alunos fiquem a saber um pouco sobre como evoluíram as tecnologias que hoje tomam como adquiridas. Faço uma pausa para falar dos palms, que durante muitos anos e três iterações foram os meus dispositivos móveis favoritos. E rever um (se bem que os meus estão cuidadosamente arquivados na minha biblioteca foi uma boa surpresa matinal. O meu pai comprou-o em 1994, disse-me o muito atento e curioso aluno. Já o meu primeiro data de 1998, e foi com ele que dei os primeiros passos na computação móvel, escrevendo pequenos textos, levando ebooks no bolso e aproveitando as longas viagens de comboio que fazia nesses tempos com jogos em glorioso monocromatismo. Para comparação, a minha máquina actual de... ok, ler livros e comics, algumas apps de vida digital, outras de desenho que apanham pó e pontualmente modelação 3D. Curiosamente se a tecnologia e os interfaces mudaram a forma como as utilizo não se modificou por aí além. Já usava os palms para experimentar grafismos.

Está visto que tenho de ver se os meus ainda se ligam, para mostrar ao aluno como é que se trabalhava com aquilo. Quanto aos palms, não sobreviveram à explosão dos smartphones, mais por estupidez dos seus gestores do que por incapacidade tecnológica. O Palm OS ainda sobrevive no quase extinto WebOS. Estes dispositivos são hoje curiosos artefactos dead media de arqueologia digital.

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