sábado, 4 de janeiro de 2014

Remarkable day in January 2017


Suponho que citar Perry Rhodan é incontornável quando se é um autor alemão de ficção científica. Esta surpresa surgiu no final do primeiro capítulo de Limit, volumoso tijolo de Frank Schätzing. Ainda é muito cedo para opinar sobre o livro em si (porque, enfim, volumoso descreve bem o volume) mas do que até agora foi lido, ínfima parte do número milenar de páginas, parece prometedor. Para já mete hard SF, oligarcas 1% e tendências de futuro hoje observáveis, como energias renováveis e exploração espacial privada. E na caracterização de um dos personagens, actor icónico que chegou à fama com a sua representação de Kurt Cobain num biopic romântico, temos o seu maior sucesso interpretando space opera made in Hollywood directamente retirada do clássico da FC alemã. Perry Rhodan über alles? Independentemente da sua qualidade, contornos ideológicos ou ter bons e maus momentos, a persistência desta série torna-a incontornável, nem que seja como referência. Diferenças de sensibilidade à parte, Perry Rhodan não é fundamentalmente diferente dos multimedia tie-ins da Guerra nas Estrelas ou Star Trek.

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