segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Comics


2000AD #1860: Pois. Ian Edginton. A brincar em alta rotação com o seu ficcional planetário mecânico. Se cada planeta é um espaço específico, a criatividade é o limite. e Culbard, com o seu traço discreto, dá uma insuspeita vida a um novo mundo aéreo, onde engenhos voadores são ameaçados por tubarões dos ares. Definitivamente, Brass Sun é a melhor série em publicação na lendária 2000AD.


Black Science #01: A qualidade e ambição do grafismo é o que salta à vista quando pegamos neste Black Science. O ritmo é frenético e o cenário bizarro. Enquanto o personagem principal, cientista-guerrilheiro, foge de hordes de sapos assassinos e homens-peixe, lá vamos percebendo que este conseguiu ultrapassar os limites científicos e abrir as portas da multiplicidade de realidades, com consequências nefastas para os seus fiéis companheiros. A primeira edição parece terminar nas trincheiras da Flandres, mas mechas e discos voadores depressa destroem essa percepção. Quanto à curiosidade, ficou desperta.


Cryptozooic Man #02: Não muito bem conseguido em termos gráficos e a narrativa não se safa melhor, mas ganha pontos pelo psicadelismo puro. Há uma ideia que se mantém enquanto se vai lendo este Cryptozooic com um argumento que afirma que os seres criptozoológicos são portais para invasões alienígenas e a esperança da humanidade recai sobre num herói cujo corpo mistura diversos animais míticos - mistura fisicamente, não com captação de poderes como Animal Man da DC, cujo mentor é  uma criatura perfeitamente engravatada com cabeça de porco. Que ideia? O que é que os argumentistas e ilustradores desta série andaram a tomar/fumar/injectar/cheirar ou inserir noutros possíveis orifícios para se lembrarem de uma bizarria destas?


Sledgehammer 44: Lightning War #01: Como resistir a um comic com um cyborg consumido pelas energias Vril, armas secretas, criaturas de assombramento e nazis na II guerra? Como resistir a Mignola a explorar o universo ficcional que criou para Hellboy, fugindo à personagem principal e à excrescência B.P.R.D. para nos mergulhar na aventura pulp pura às voltas com ideias estapafúrdias mas divertidas sobre segredos da ciência nazi e ocultismos. E eu, fanboy confesso quer destes géneros quer de aprofundar conhecimentos sobre o momento-chave para o mundo contemporâneo que foi a II Guerra, delicio-me com este tipo de narrativas. O personagem é promissor e assim continuará se não for levado demasiado a série, erro comum neste tipo de séries que quando se tentam legitimar com camadas de seriedade normalmente perdem interesse.


Letter 44 #01: Awesome is... awesome. Bolas. Não dei por este título até que o iO9 lhe deu destaque. E quando o descobri... bolas, que promete. Um presidente americano recém-chegado ao cargo recebe uma carta do seu antecedente, que lhe revela que existe um objecto estranho na cintura de asteróides e que todas as guerras em que meteu o país foram uma forma de endurecer as tropas e investir em armamento avançado. Entretanto uma missão espacial só de ida aproxima-se do objecto misterioso numa nave tripulado por militares e cientistas, uma das quais engravidou pelo caminho. Ameaças alienígenas, conspirações militaristas, uma humanidade atarantada com a possibilidade de encontro com uma civilização vastamente mais avançada e aventuras no espaço. A promessa desta série é grande.

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