sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Comics: Captain Britain; Transhuman.



Alan Moore, Alan Davis (2002). Captain Britain. Nova Iorque: Marvel Comics.

Agora domesticado na continuidade principal, Captain Britain teve um passado decididamente psicadélico. Hoje mero super-soldado, anteriormente mutante líder dos divertidos Excalibuir, foi criado para a Marvel UK como personagem destinado ao mercado inglês. Nas mãos de Alan Moore e Alan Davis teve um historial mirabolante, misturando jogos cósmicos jogados por Merlin com multiversos catastrofistas e uma irreverente galeria de personagens que incluía Saturnyne, agente extra-dimensional encarregue de acelerar a evolução de humanidades consideradas sub-desenvolvidas, um bizarro vilão decalcado do Chapeleiro Louco de Carroll, um cyborg sobrevivente à anulação dos seu universo nativo e outras bizarrias saídas do brilhantismo derivativo de Moore.


Jonathan Hickman, J.M. Ringuet (2009). Transhuman. Berkeley: Image Comics.

Esta obra saída da interessante mente de Hickman promete mais do que fornece. Pelo título e temática esperaríamos uma reflexão visceral sobre genética, cibernética e transhumanismo com a acutilância similar à de The Nightly News teve para com a manipulação dos media. Mas Hickman não vai por esse caminho. Constrói um divertido falso documentário sobre capitalismo desenfreado aplicado ao transhumanismo que mistura experiências com genética aumentativa ou cibernética. A crítica aos gigantes da informática é ténue, mas está lá, com aventuras financeiras decalcadas das guerras entre os fundadores das maiores empresas tecnológicas contemporâneas. A história em si faz-nos pensar que culminará nalguma super-humanidade similar aos mundos de fantasia dos comics de super-heróis, mas aponta para outros possíveis beneficiários da extensão artificial das capacidades naturais enquanto os humanos se contentam com simulacros de eternidade.

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