sábado, 5 de outubro de 2013

Devil Squadron Is Away!


É intrigante ler a adaptação para comics do argumento original da Guerra das Estrelas para ver as diferenças entre as ideias iniciais de George Lucas e o que mais tarde se mitificou no celulóide. O espírito da obra é similar, a homenagem à golden age da ilustração de ficção científica - particularmente a Alex Raymon, é mais pronunciada, e a vénia à série cinematográfica de Flash Gordon torna-se quase uma revisitação. Uma das surpresas é a forte diferença dos personagens chave desta proposta para o que se veio a tornar uma das sagas cinematográficas mais influentes da ficção científica. Já agora, conseguem reconhecer os X-Wings na imagem?


Bem me parecia que não. Nesta são mais perceptíveis. Aliás, esta cena manteve-se no filme original.


A estrela da morte não tem a presença majestosa que virá a ter no filme. Note-se que no filme os X-Wings são ofuscados pelo carácter massivo da nave.


Outra grande surpresa é a dupla de robots R2D2 e C3PO. Nesta versão o heróico R2D2 fala, tem braços e uma personalidade irascível. Penso que na versão de cinema o não ter braços e os assobios robóticos como forma de comunicação tornam-se mais eficazes para dar dimensão à personagem. Já C3PO é claramente uma versão andrógina da andróide Maria do filme Metropolis de Fritz Lang. O rosto é quase uma cópia do robot criado pelo cientista Rotwang,


Também é curioso notar que os oficiais imperiais mantiveram o visual de elegância sóbria fascista. Já os Stormtroopers apresentam algumas diferenças que se notam bastante nos capacetes, que nesta visão têm o seu quê de visor de capacete de motard. Há outras diferenças. Os planos da Estrela da Morte são levados por um agente humano num anel com sinete. Vader é humano e não o arrepiante misto de andróide com cavaleiro medieval que se tornou icónico. Boa parte dos detalhes mudam, mas o essencial da estrutura narrativa mantém-se.

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