segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Leituras

Will Self on JG Ballard's 'The Drowned World': Will Self a traçar um rasgado elogio a The Drowned World de Ballard, reconhecendo o papel da ficção especulativa na exploração de espaços e percepções transreais cujas dimensões ultrapassam largamente o carácter preditivo com que o género é habitualmente conotado.

Physicists To Test If Universe Is A Computer Simulation: Volta não volta sai qualquer coisa sobre as teorias do universo como simulação computacional criada por altamente hipotéticas entidades além-universo. É uma daquelas perguntas de resposta quase impossível - se somos simulações, estamos condicionados pelos seus parâmetros e limites. Mas se realmente descobrirmos que somos agentes autónomos de inteligência programada que se movem num espaço binário que recria virtualmente o universo conhecido, há que dar o passo seguinte: encontrar os grandes programadores que estão para além do universo, que na sua divina incompetência criaram uma simulação cheia de bugs, erros e infecções virais. E ensinar-lhes uma lição daquelas cujas equimoses são físicas e psicológicas. A seguir, é muito urgente analisar o código-fonte da simulação a que pertencemos e eliminar as linhas do módulo viral neoliberal.

Hyderabad in Five Colors: Pico Iyer regressa à sua Índia nativa, reflectindo nos paradoxos de um pais onde a hipermodernidade coexiste com a pobreza abjecta. Confesso-me um admirador deste viajante inveterado, radicado no Japão e escritor dono de uma prosa quase zen.

Here's the Iron Man UI Elon Musk Wants to Use to Design Rockets: Quando comecei a ver isto não fiquei impressionado. Pronto, mais um interface onde utilizadores deslumbrados utilizam as mãos para rodar e mover objectos virtuais. Desta vez a utilizar um Leap Motion em vez do habitual Kinect. No final fiquei intrigado: para além de visualizar o exterior o sistema permite aplicar planos de corte e está interligado a uma impressora 3D. E é sempre giro visualizar em diversos modos de ecrã que vão da projecção ao 3D de realidade virtual. Mas mesmo assim, falta qualquer coisa: a capacidade de modelar em 3D com estes gestos considerados intuitivos. Por muito que estes interfaces deslumbrem, pessoalmente sou céptico. Confesso uma certa incapacidade em compreender como o gesticular frente a um ecrã seja mais intuitivo e eficaz do que outros interfaces. Chamem-me velho do restelo, mas pessoalmente acho que não há interface mais intuitivo e flexível do que o lápis, e até agora não vi ou experimentei nada no digital que se aproximasse da facilidade com que as ideias e processos mentais são transpostas para a realidade com um humilde instrumento riscador.

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