quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Comics: Lady Mechanika; Castle Waiting: The Curse of Brambly Hedge.


Joe Benitez (2010). Lady Mechanika. Culver City: Aspen.

A ideia de base deste comic é inrigante: uma cyborg vitoriana amnésica, mescla de mulher e máquina em busca do seu misterioso criador numa Inglaterra fantástica onde máquinas voadoras flutuam sobre os pináculos dos altos prédios de cidades percorridas por inventivos engenhos mecânicos. Firmemente ancorada na estética steampunk, esta criação de Joe Benitez distingue-se pelo virtuosismo de pinup da personagem que dá o nome à obra. A busca pelas memórias de Lady Mechanika leva-a a cruzar lâminas com um poderoso e perigoso industrialista, e é esta rivalidade que vai mantendo as histórias da série. O mundo ficcional é descuidado e pouco preciso, mostrando que o melhor da série são mesmo as capas e as vinhetas onde a cyborg surge no seu esplendor. Este é mais um exemplo de como é fácil a apropriação da estética steam pelos autores, e de como na maior parte das vezes essa apropriação se traduz em obras que não passam da superficialidade dos adereços.


Linda Medley (2002). Castle Waiting: The Curse of Brambly Hedge. Olio Press.

A premissa de Castle Waiting é interessante: o que é que acontece às personagens secundárias dos contos de fadas? Enquanto os príncipes partem em demandas e as princesas são felizes para sempre os magotes de aias, fiéis servos, bruxas simpáticas ou camponeses que existem apenas para aquele momento em que a princesa se digna de cometer um acto de piedade têm de arranjar qualquer coisa para fazer. Entretanto, esperam, pacientemente, esperam, esperam que os seus amos regressem das aventuras contadas e recontadas ao longo dos tempos. Escrito e desenhado num estilo leve e agradável, Castle Waiting reflecte uma visão humorística sobre um género intemporal que se mantém aberto a novas abordagens.

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