sábado, 23 de fevereiro de 2013

Zippy Stories


Bill Griffith (1981). Zippy Stories. São Francisco: Last Gasp

O absurdismo dadaísta de Alfred Jarry, a inversão da busca de sentido pelo non-sense verbal, jogos de palavras surrealistas que embaralham ideias e uma busca do absurdo pela remistura da iconografia pop são os elementos a partir dos quais se constrói Zippy.


Clássico dos comics underground dos anos 60, Zippy é uma personagem absurda, reflexo das glossolalias interiores de cada um, criatura espelho de uma sociedade cuja eterna busca por rumos oculta a sua falta de sentido. Se as tiras do personagem atingem muitas vezes níveis geniais de surrealismo e nostalgia por um passado mitificado, a repetição em formato comic é algo cansativa. Há limites de paciência para glossolalias absurdistas.

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