sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Comics


Dial H #09: China Miéville continua o seu périplo de puro surrealismo nos comics. Discreto, a passar despercebido no meio dos grandes títulos e convulsões da DC, Dial H brinca com a temática e iconografia do género de forma fortemente psicadélica. Parece-me que este será um forte candidato a comic de culto.


2000AD #1818: depois de uma história polémica sobre homossexualidade, Alan Grant mima-nos com bruxinhas sensuais numa história atípica de Judge Dredd, onde o futurismo distópico da megacidade fica em segundo plano perante um toque de terror clássico. E com bruxinhas sensuais, algo que nunca cansa.


Hellboy in Hell #03: o revisitar por Mike Mignola do seu personagem mais bem sucedido pautua-se por um fabuloso surrealismo. Esta descida aos infernos pelas palavras e pelo traço de Mignola é uma delícia. Perante a multiplicação de títulos de Hellboy e de B.P.R.D. este in Hell é um regresso às origens com o destaque do estilo pessoal de Mignola, há muito arredado da ilustração destes títulos.


2000 AD #1818: Outra vez? Justifica-se. Ian Edgington está genial no mais recente Ampney Crucis. Alguém pediu zombies cyborg clock-electropunk? Vírus informáticos steampunk? Marcianos misteriosos? Realidades paralelas em colapso? E a história ainda vai a meio.


I Love Trouble #03: Este tem sido um título com um argumento morno, que se destaca pela qualidade da ilustração. Mas até o mais morno dos argumentos nos surpreende por vezes com visões críticas bem humoradas sobre as premissas mais elementares dos comics enquanto género. No caso, os uniformes reveladores e impossivelmente úteis das super-heroínas.

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