segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Comics


Archer and Armstrong #06: Não é fácil recriar a insanidade divertida do original de Jim Shooter e Barry Windsor-Smith dos anos 90, mas esta recuperação da chancela Valiant tem tido os seus momentos, às voltas com seitas obscuras, freiras ninja e uma família problemática de imortais. Num aceno de cabeça ao momento contemporâneo, os 1% juntam-se à lista de sociedades secretas determinadas a dominar o mundo. Toque simpático, dos capacetes a evocar Mammon, o touro de Wall Street mas também o nome do demónio da ganância na mitologia judaico-cristã.


2000AD #1815: "Babbagist"? Esta, no arranque do episódio semanal de Ampney Crucis: The Entropy Tango, vai ter se ser explicada pelo Ian Edgington cujos argumentos não são avessos a uma vertente steampunk inteligente mal disfarçada.


Batman #16: O arco Death Of The Family pareceu começar como um pouco imaginativo repescar de antigas histórias de Batman, mas Scott Snyder soube levar o barco e puxou a loucura de Joker aos seus limites. Está ainda mais louco do que às mãos de Alan Moore, o que é um feito e tanto. Com a pele do rosto previamente arrancado pregado à cara deformada, este Joker é uma criatura de pesadelo obcecada pelo jogo assassino que leva a cabo com o seu arqui-inimigo. O traço difuso e expressivo de Gregg Capullo sublinha a violência redescoberta do personagem que está a anos-luz do bobo da corte dos anos 60.


Demon Knights #16: O título em que a DC tenta capitalizar a moda das fantasias medievalistas com versões dos seus personagens à solta numa idade média que mistura o universo DC com fantasia arturiana tem mantido algum interesse. Mudaram de ilustrador e somos brindados com painéis deslumbrantes, como este.


Frankenstein Agent of S.H.A.D.E. #16: E é este o final, morno, da série que às mãos de Jeff Lemire foi o título com mais ritmo, divertimento, ideias fora de série, criatividade pura à solta, bom humor a rodos, ironia fina e profunda homenagem ao género de terror com monstros. Notou-se que um Matt Kindt fora do seu habitual registo de paranóia surreal não estava à altura do arranque espectacular de Lemire e o título foi levado tranquilamente à extinção. Manteve-se o traço de Alberto Ponticelli a dar vida ao comic. Os Creature Commandos ficam-se por aqui, Frankenstein vai para as páginas de Justice League Dark manter o contra-ponto resmungão de herói relutante. E mais um bom título da DC 52 é consignado ao esquecimento, enquanto a editora renova a aposta no mesmo de sempre.

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