quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Interworld



Neil Gaiman, Michael Reaves (2007). Interworld. Nova Iorque: Eos.

Escrito a quatro mãos por Gaiman e Michael Reeves, Interworld é um livro que nos oferece mais do mesmo, em que Gaiman recicla os seus temas clássicos numa obra simplista. Este autor pode fazer melhor, e já o fez. O que esperar deste livro? Uma história de ritos de passagem, da infância à adolescência, em que o choque com a complexidade do mundo é contada através de uma metáfora de aventuras em universos paralelos. O jovem protagonista descobre por acaso que tem a misteriosa capacidade de atravessar Terras paralelas, mundos criados pelas bifurcações quânticas provocadas por acontecimentos decisivos. De todas as possibilidades de multiversos apenas as múltiplas versões do planeta terra contam para este livro, onde uma organização rebelde enfrenta as duas grandes forças da magia e da hipertecnologia que lutam por dominar a infinitude de mundos paralelos. Após uma introdução trágica que marca o personagem e lhe dá uma colorida criatura multidimensional como fiel amiga, o jovem tem de enfrentar o desprezo dos seus pares num duro regime de treino e o falhanço de uma missão de rotina onde a sua equipa é capturada pelos mais perigosos inimigos da liberdade dos mundos paralelos. Sobrevivente em desgraça, é devolvido à Terra original mas decide superar todos os obstáculos e tentar salvar os seus amigos, enfrentando no processo os piores vilões do multiverso.

Pois. Conhecedores da obra de Gaiman não vêem aqui nada de novo em termos temáticos. A construção de mundos é sólida e o desenvolvimento narrativo competente. A leitura é fluída, como convém a uma obra de entretenimento puro que ocupa uma hora ou duas de tédio em tempo livre. A simplicidade do livro é intencional numa obra originalmente desenvolvida como conceito para uma série de televisão destinada a um público jovem,

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