sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Normalidade manufacturada

Em busca de peças de um puzzle maior, imagens de um panorama de percepção do sentido real das profundas mudanças que vivemos e às quais reagimos com apatia:

It’s sobering to realize most humans that have lived and died have never read. And so, we’ve been able to change what our brain does based on having the written word and having this environment. And so now the questions is will we be able to change to keep up with the new flood of information coming from all kinds of sources.

Extracto de entrevista de Jay Giedd em Development of the Young Brain. Chegou hoje à superfície mutável da internet graças ao Boing Boing, mas já é de 2011. O que é uma eternidade no tempo digital.

Agora, palavras fresquinhas de Warren Ellis, de uma palestra dada numa conferência sobre futurismo em Inglaterra:

A writer called Ventakesh Rao recently used the term “manufactured normalcy” to describe this. The idea is that things are designed to activate a psychological predisposition to believe that we’re in a static and dull continuous present. Atemporality, considered to be the condition of the early 21st century. E continua neste tom: Understand that our present time is the furthest thing from banality. Reality as we know it is exploding with novelty every day. Not all of it’s good. It’s a strange and not entirely comfortable time to be alive.

Vivemos tempos interessantes. A explosão de ideias e possibilidades é inédita na história da humanidade. Ellis observa que olhamos para algo espantoso como a capacidade de pisar a superfície de outro planeta como uma curiosidade histórica. Estamos mergulhados num pesadelo colectivo financeiro sem saber como sair dele. Mas a marcha acelerada inexorável do progresso, o verdadeiro progresso, não pára, apesar dos espelhos retrovisores.

Sem comentários: