sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Bleedout

Mike Kennedy, et al. (2011). Bleedout. Los Angeles: Archaia Studios.

Arranca com uma premissa pós-apocalíptica interessante, mas depressa fica atascado num enredo previsível de criminalidade e corrupção institucionalizada. O mundo de Bleedout está exangue de petróleo graças a um acto de bio-terrorismo que contaminou as reservas petrolíferas mundiais e levou ao obrigatório colapso social e económico. Somos focados numa cidade corrupta, onde políticos e líderes de organizações criminosas se unem para travar a anarquia e lucrar com o estado das coisas. A história é-nos contada em vinhetas soltas, centradas nas principais figuras criminosas e nas suas principais façanhas. O ambiente é o de um caldeirão onde gangues rivais prosperam em tréguas inquietas e a bio-arma que provocou o colapso civilizacional provocou uma mutação nalguns indivíduos, tornando-os quase imortais.

O que poderia ser uma história sobre a nossa dependência civilizacional do petróleo não passa de uma variação dos policiais noir com os necessários toques de violência e sexualidade desviante, sem esquecer o obrigatório super-homem que paralelo à lei coloca os criminosos a lutar entre si. Não é particularmente interessante, mas torna-se intrigante pela variedade expressiva dos estilos dos vários artistas que ilustram cada capítulo do livro.

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