quarta-feira, 29 de agosto de 2012

The Mystic Arts of Erasing All Signs of Death

Charlie Huston (2009). The Mystic Arts of Erasing All Signs of Death. Nova Iorque: Ballantine Books.

Sem ser particularmente pertinente pelas perspectivas perante a sociedade e pouco profundo, The Mystic Arts of Erasing All Signs of Death distingue-se pela rapidez de leitura de uma história que se move com a rapidez convoluta de uma montanha russa. Ficção noir leve e acelerada, o livro coloca-nos na vida de um ex-professor traumatizado que desperdiça os seus dias a irritar o único amigo que ainda o atura. Problemas monetários e a caridade de um empresário reconhecido pelo que este tinha feito pela sua filha levam-no a aceitar um emprego incomum: trabalhar numa empresa especializada em limpar locais de morte e crime violento. Os tipos que depois dos tiroteios, depois das perícias policiais, têm de deixar tudo a brilhar consignando os tecidos empapados de sangue e os restos de tecido cerebral ou outros detritos corporais para os caixotes de lixo perigoso.

Este é o mote para uma história de redenção pessoal que envolve mulheres semi-fatais, crimes inauditos, reminiscências de aniquilação cultural na indústria do cinema, guerras comerciais violentas entre rivais no negócio da limpeza de locais de crime e vagas de descrições dos efeitos destrutivos de vários elementos sob o corpo humano capazes de fazer piruetas nos estômagos mais sensíveis. Tudo contado pela voz de um narrador que é incapaz de não dizer a coisa errada no momento inconveniente. Apesar deste noir urbano contemporâneo ser leve e divertido com uma escrita mais empolgante que muitos filmes de acção, recomendaria Sleepless como a melhor obra para conhecer o trabalho de Charlie Huston, assumido escritor de pulp noir.

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