domingo, 13 de maio de 2012

Tecnologia drive-in

Na sala de espera do átrio principal de um hospital público, imerso na decoração limpa e esparsa de paredes brancas e sinalética estilizada. Em destaque um lcd sintonizado num canal informativo que passava uma reportagem sobre robótica com destaque para os carros autónomos. Um segmento arrepiou-me: um veículo autónomo da Google que se conduzia sozinho por entre as ruas de um bairro de classe média enquanto o condutor, liberto do controle do volante e da atenção à estrada, devorava um vasto hamburguer. O que assusta não é a capacidade do robot, mas o acto de ser conduzido por um robot enquanto se devora comida hiper-calórica. Na minha mente gerou-se uma imagem de todo um sector da humanidade, grande, gordo, que é conduzido entre restaurantes drive-in enquanto saboreia comida de plástico. A nossa relação com a tecnologia é por vezes patética. O objecto tecnológico é a desculpa para indulgir no que de mais lerdo há na nossa natureza.

Por outro lado é sempre um gosto ver o desenvolvimento de robots humanóides. Um nexi ou um RobotCub são sempre visões fascinantes!

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