terça-feira, 27 de março de 2012

Strangehaven


Gary Millidge (2005). Strangehaven. Leigh-On-Sea: Abiogenesis Press

Bem vindos à vila de Strangehaven. Sintam-se confortáveis. É melhor. Se a vila gostar de vós nunca mais vos deixará partir. É sobre este fundo misterioso que numa aparentemente pacata vila inglesa se movem personagens aparentemente banais. O encanto de Strangehaven está nesta dicotomia. Um misto de banalidade telenovelística com relações que se quebram e estabelecem, traições, amores e as tropelias simples do dia a dia colidem com uma paranormalidade indefinida de espaços que se dobram sobre si próprios, laços temporais, conspirações entre sociedades secretas e um suposto alienígena que tenta construir um equipamento de comunicações enquanto foge aos encantos de uma rapariga da aldeia.

Sim, Strangehaven. A vila simpática onde todos têm segredos, que acolhe aqueles que estão à deriva na vida e os prende num laço inexplicável.

O outro grande ponto de interesse deste comic é o ser criado não por autores consagrados mas por um fanboy, que com paixão se dedicou à escrita, ilustração e edição desta série enganadoramente simples e surreal.

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