segunda-feira, 20 de julho de 2009

Let me sing among those stars



A pergunta que me vai na mente é e quando é que verei com os meus olhos um regresso do homem aos astros? Já nem peço Marte ou outros planetas e satélites do sistema solar. Bastava um regresso à Lua, desta vez para ficar. Gostaria de olhar para o céu nocturno e sentir esperança no futuro da humanidade. É paradoxal que nesta época em que parecemos viver o futuro, em que a ciência e a tecnologias nos maravilham e surpreendem diariamente, a Lua não passe da recordação de um feito único (repetido em mais missões até que o desinteresse se instalou). Esta imagem da pegada marcada no pó lunar ficou gravada na minha imaginação desde a infância, quando descobri que a exploração espacial era mais do que um sonho.

Os cientistas conseguiram cumprir os sonhos do Baltimore Gun Club, Professor Cavor e Professor Tournesol. Isto para não mencionar Luciano de Samosata, Cyrano ou Hans Pfall. Esse sonho é de vez em quando reanimado, mas parece-nos tão áquem do que poderia ser.

Comemorar o aniversário da primeira alunagem é uma boa desculpa para ver ou rever algumas das mais antigas representações da exploração espacial no cinema.



La Voyage dans la Lune é uma fábula, inocente e infantil, é também obra seminal, que está na origem dos efeitos especiais e do cinema de ficção científica. Mais de cem anos passados sobre a sua estreia, ainda é uma obra que nos apaixona pela sua simplicidade e pelas visões feéricas que evoca.



Frau Im Mond é um filme de Fritz Lang que retrata uma viagem à lua com a grande novidade, em particular para a época em que foi filmado, de incluir uma mulher na tripulação de um foguetão que, diz-se, terá inspirado Von Braun. É também um dos primeiros filmes de Ficção Científica dura (embora cheio de imprecisões).