Chris Claremont, Edgar Salazar (2015). Wolverine: Deep Cut. Nova Iorque: Marvel.
Sempre vi Chris Claremont como um dos grandes argumentistas de comics do final do século XX, mas essa opinião tem vindo a mudar recentemente. Cresci a ler os seus argumentos para os X-Men clássicos, que revitalizaram os personagens com uma mistura de aventura de super-herói com dramas pessoais quasi-telenovelísticos, tornando-os uma das mais influentes séries da Marvel. Tão influente, que o argumentista foi pago para não trabalhar para outra editora, ao chegar ao fim da sua seminal temporada.
Entretanto, li os romances da série O'Shea, que me recordo de ver anunciados nas Asimovs que lia religiosamente nos anos 90. Percebi que como romancista era medíocre e estereotipado, que o estilo que lhe tinha servido bem como argumentista não servia para a literatura de FC, mesmo em modo de aventura pulp. Recentemente, Claremont regressou aos seus antigos personagens, com a benção da Marvel, para contar novas histórias ou atar algumas pontas soltas das histórias que criou. Francamente, está a ser uma lição de como no que diz respeito às glórias do passado, o melhor mesmo é deixá-las no passado.