domingo, 10 de maio de 2026

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Edmund Emshwiller (1925 - 1990) Future Science Fiction. February, 1959: A beleza está no olhar de quem a contempla?

A History Of Famous Typos: Da bíblia que incitava ao adultério aos escritores que abraçavam os erros tipográficos com enriquecedores dos seus textos.

EL VERDADERO PADRINO DEL GORE: William Chambers Morrow | Jesús Palacios: Obscuro, quasi-esquecido, e claramente a ter de se ir descobrir.

O brilho: Mostrei recentemente excertos deste filme a alunas minhas, que estão a fazer trabalhos com vídeo. Ficaram de queixo caído, e perceberam que o cinema não é só o contar histórias com imagens em movimento.

Ser interessante tornou-se tendência. A era dos influencers intelectuais: Que me perdoe o cronista do Sh/fter, mas ler livros, ver cinema e ouvir música fora do mainstream sempre foi uma tendência. Mas percebo o contexto. Apesar da atração tendente para o mais baixo denominador comum das redes sociais, há espaço para uma cultura mais intelectual, de partilha de leituras, audições e visões.

We Speak Through the Mountain – Premee Mohamed: Olhar para uma nova e promissora voz da ficção fantástica.

O horror presente de The Stepford Wives: Regressar a um clássico, que nos tempos da masculinidade tóxica e do resvalar para conservadorismos de extrema direita que afetam diretamente a igualdade de género e os direitos humanos fundamentais, está realmente e infelizmente atual.

How Chuck Norris Facts Created Internet Culture as We Know It: Recordar os primórdios da cultura de memes, com este clássico dos "factos" partilhados online.

What to read this weekend: Revisiting Project Hail Mary and The Thing on the Doorstep: E destaco especialmente o segundo, que está a ser uma espantosa adaptação contemporânea de Lovecraft, com uma voz deliberamente contida enquando desliza inexoravelmente em direção ao terror profundo.

The Carolers - The Addams Family by Charles Addams (1946): Aquela família especial.

The Myspace Dilemma Facing ChatGPT: Será que a OpenAI será vítima do seu pioneirismo?

Meta’s AI Glasses and Privacy: Para surpresa de niguém, esta nova versão de óculos de realidade aumentada com captura de imagens é um pesadelo para a privacidade individual. E é também uma tendência que não se esbate.

Teardown of a 2026 LEGO SMART Brick: Um olhar detalhado para a tecnologia incorporada naquelas peças Lego inteligentes que fizerem sensação. A má notícia - as baterias vão se degradar rapidamente, ou seja, muito depressa passam de smart brick... a apenas brick (piada muito nerd, eu sei).

ENIAC, the First General-Purpose Digital Computer, Turns 80: O primeiro do que se viria a tornar a revolução da computação generalista.

What America Could Learn From Asia’s Robot Revolution: A forma asiática de encarar a robótica é tocantemente humanizante, herança das religiões animistas e do budismo.

Google reveals its solution for true Android sideloading: a mandatory waiting period: Diria que esta é das mais hipócritas medidas da Google para o ecossistema Android. Oficialmente não limita o acesso livre a apps, apenas coloca tantas barreiras que na prática, impedem o seu uso.

RIP Metaverse, an $80 Billion Dumpster Fire Nobody Wanted: Sem grande surpresa, digo eu. Recordo os tempos de auge do metaverso via Zuckerberg, quando tantos da minha área andavam fascinados com a realidade virtual, criando aulas virtuais, experiências pedagógicas e fazendo teses sobre isso. Crentes na capacidade inabalável desta tecnologia, referiam sempre que agora ia ser diferente, que os novos dispositivos e plataformas trariam a integração da realidade virtual como tecnologia de consumo. A minha visão era a oposta, sustentada no trabalho que fiz há algumas décadas em âmbito de mestrado, onde coloquei os meus alunos a criar experiências de realidade virtual não imersiva usando uma tecnologia de web3D hoje ultrapassada. Nesse âmbito, li, analisei e experimentei, e percebi que a realidade virtual é fantástica como tecnologia de nicho, mas nunca se conseguiu massificar, tendo tido várias falsas partidas ao longo da sua história. A questão é que o que torna a RV fascinante, a imersão em mundos virtuais, é precisamente o seu ponto mais fraco, porque obriga ao isolamento do mundo em redor. Nesta perspectiva, ideias como as da Meta de incorporar fluxos de trabalho com folhas de cálculo em realidade virtual eram completas parvoíces. Francamente, quem é que quer meter na cabeça um capacete para mexer no excel?

Whatever Happens to Music Will Happen to AI (2026): Uma forma decididamente diferente de ver a IA e os seus impactos, vista sob a perspectiva da história da música, em particular da música mecânica e da sua reproducibilidade.

Gone (Almost) Phishin’: A sofisticação dos ataques de phishing, capazes de enganar até os mais conhecedores.

Disney's Sora Disaster Shows AI Will Not Revolutionize Hollywood: Um desastre que vai sair caro à Disney. Se bem que a IA generativa vai ter um papel no cinema de efeitos especiais, não será é o do sonho húmido dos executivos de AI slop gerado automaticamente sem custos para enfiar nas gargantas dos espectadores.

A Legal Decision That Could Change Social Media: Finalmente, e esperemos que se começe a desmantelar este consenso de que não podemos regular os algoritmos.

The Coming Drone-War Inflection in Ukraine: A inovação acelerada em robótica militar autónoma que os campos de batalha ucranianos nos estão a trazer.

A classic John Berkey Star Wars poster from 1977: Ataque ao Império.

La Junta de Andalucía quiere que los profesores jubilados vuelvan a la escuela: el problema es que deben hacerlo gratis: Lá, como cá, a classe docente envelhece e os governos propõem medidas para mitigar o problema. No caso desta solução, se é questionável o não pagarem, há que notar que o objetivo não é ter professores reformados a dar aulas, mas sim a dar apoio aos docentes no ativo. Se bem que, da minha experiência, muitas vezes este papel de apoio e aconselhamento tem uma fronteira muito ténue com o realmente excercer a profissão.

The New Infidelity: Um dos problemas do entranhamento da algoritmia na nossa cultura e sociedade é a forma como atribuímos importância excessiva a métricas que não a têm. Esta questão das micro-infidelidades mostra bem isso. A ideia que alguém, apenas por ter alguns flirts inócuos no local de trabalho (quem nunca?) ou seguir pessoas atraentes em redes sociais está a ser infiel ao seu parceiro/a é apenas pateta. Mas nesta era em que o mínimo nicho é empolado em busca de modelos de negócio para enriquecimento fácil, claro que se tornou uma mina para artigos vácuos e discussões de influencers. Isto acicata uma visão absoluta e binária das relações humanas, algo cuja complexidade não se reduz a categorizações taxativas.

Uno de los mayores errores que estamos cometiendo como sociedad es asumir que vivir cansados es algo normal: Excesso de trabalho, pressão para se estar constantemente contactável, e o problema é que nos habituámos a isso de tal forma que nem percebemos o quando danoso é para a nossa saúde, até o inevitável descalabro.

Could AI Help Decipher The Indus Valley Civilization’s Writing?: Provavelmente não, dado que não há quaisquer indícios sobre que línguas realmente eram faladas na antiga Harappa, não há um ponto de partida mínimo para decifração. Agora, dá pena saber que todo aquele conhecimento e saber de uma antiga civilização está inacessível. Sabemos que existiram, conhecemos os seus artefactos, mas não conhecemos os seus nomes nem o que pensavam.

‘Project Hail Mary’ explores unique forms of life in space – 5 essential reads on searching for aliens that look nothing like life on Earth: O problema da vida alienígena, a forma como estamos condicionados pela nossa própria perceção da vida na Terra, e formas de pensar vida extraterrestre que ultrapasse esses preconceitos.

Si usas la frase "desde tiempos inmemoriales" te conviene saber esto: estás hablando de un día concreto de la Edad Media: Linguagem legalista, ou como o "imemorial" tem um limite temporal bem definido.

Contextual Collapse: Um olhar para a infraestrutura subterrânea que suporta as reservas de petróleo.

Mercadona quiso averiguar en Portugal si su fórmula de negocio funciona fuera de España. Ya tiene la respuesta: A resposta é sim, funciona, é por isso que passei a evitar esta cadeia que uniformizou os seus fluxos de bens em marca branca provenientes de um grupo restrito de produtores. Eu sei que nestes dias liberais uma visão mais nacional da economia é mal vista, mas prefiro que a comida que como venha de uma quinta e não de uma finca. É que se comprarmos só às fincas, deixa de haver quintas.

The U.S. and Iran Are Fighting a Massively Asymmetrical War: Ou, como o poder militar arrasador raramente leva a melhor sobre a inteligência.