ASSIGNMENT: OUTER SPACE (1960): Clássicos.
5223) Wells e o mundo do futuro (26.2.2026): De facto, há um paralelo entre os Eloi e as crianças sobreprotegidas que abundam nos dias de hoje.
La foto más aterradora de internet no tiene monstruo, no tiene historia y no se sabe quién la hizo: las Backrooms llegan al cine: O horror dos espaços vazios de industrialidade moderna, as backrooms alimentam curiosos e algo surreais vídeos e creepypasta. No cinema a coisa não deve funcionar tão bem, porque o que torna a estética dos backrooms tão interessante é a quasi-ausência de momentos de horror clássico, é mais a versão digital daquela impressão arrepiante que todos sentimos quando estamos isolados num local vazio a horas impróprias.
Absolute Superman Vol.1: Last Dust of Krypton: Acompanhei a série, e foi de facto uma interessante variante sobre a iconografia deste personagem.
Five Lesser-Known Books by Sci Fi Greats, recommended by Sylvia Bishop: Serem livros menos conhecidos não significa que sejam obras menores, recordam-nos que os autores que admiramos tiveram carreiras que vão além das suas obras seminais.
«Cosmic Horror Music», de Bruno Bizarro: Música ambiental para criar arrepios.
Sobre a perda, sobre a obra e o autor, e sobre Hyperion e The Fall of Hyperion: Separar o admirar a obra das personalidades por vezes muito repelentes dos seus criadores será sempre uma questão complexa.
Capas WTF: ALF #48: Metam "que raio de coisa é esta" nisto. Ou mais tabaco.
Historical Novels Based on True Stories, recommended by Emily Howes: Quando os factos influenciam a boa ficção.
BYTE, September 1979, cover art by Robert Tinney.: Computação dura.
Google leva Nano Banana para o Google Maps: Esta é daquelas coisas que se lê e pensa, para quê, mas para quê? O google maps serve para nos levar aos sítios, e não faz qualquer sentido incorporar geração de imagens aqui. Ainda por cima, imaginem as consequências de imagens geradas por IA, que nos mostram os sítios tal e qual como eles não são.
What’s the Point of School When AI Can Do Your Homework?: Uma das coisas que a IA generativa veio colocar a nu foi a visão transacional que a maioria das pessoas tem sobre a educação - ir para a escola não serve para aprender e melhorar as suas capacidades, mas apenas para obter o canudo. E todo o trabalho que se tem de fazer para isso, é desenrascado com o mínimo esforço. Isto não é novidade, recordo muito bem os meus tempos de estudante no superior, onde grande parte dos meus colegas tinham esta exata atitude. Para os humanistas e teóricos da educação, é um desalento, porque sempre se afirma a Escola como humanizadora, potenciadora das capacidades individuais, o local onde podemos ir mais longe, mas a grande maioria do que estão neste sistemas não querem saber disso, querem apenas passar o tempo até chegar ao fim e obter a certificação obrigatória ou desejada. E, apesar de todas as boas intenções e belos discursos, isto é uma visão socialmente aceite: "Universities…by and large adopted a transactive model of education,” Kirschenbaum said. “Students see their diploma as a credential. They pay tuition and at the end of four years, sometimes five years, they receive the credential and, in theory at least, that is then the springboard to economic stability and prosperity.”".
Los «juegos de guerra» gestionados con IA recomiendan un ataque nuclear el 95 por ciento de las veces: Sem grande surpresa. Se o objetivo é ganhar e depressa, maximizando os danos infligidos ao inimigo, faz sentido que um algoritmo desprovido de emoção siga a lógica da premissa até ao fim. A lição a tirar daqui não é que as IAs se comportam como skynets, mas perceber que o risco de deixar decisões nas mãos de algoritmos que apenas seguem os caminhos mais lógicas pode ter consequências trágicas.
Burger King Adding AI to Employees’ Headsets to Constantly Monitor Whether They’re Being Friendly Enough: Pergunto-me se quem tem estas ideias tem o cérebro a funcionar como deve de ser. Para lá de invasivo, isto é sintomático da despersonalização extrema dos empregados no local de trabalho.
Anthropic Takes a Stand: E pronto, chegámos a isto - um responsável político militar a querer obrigar uma empresa de IA a retirar salvaguardas, para a usar com fins letais. Uma atitude muito preocupante a vários níveis, e que mostra bem a absoluta falta de escrúpulos dos neofachos que infestam o governo americano.
The AI Arms Race Joins Forces With the Literal Arms Race, Fueling $348 Trillion in Debt: Não, não estamos a falar de IA de combate, mas sim do peso excessivo da IA na economia, com um fortíssimo endividamento sem haver um horizonte claro de retornos financeiros.
I Am a 15-year-old Girl. Let Me Show You the Vile Misogyny That Confronts Me on Social Media Every Day: Se há algo que têm mesmo de ler, que seja isto. A visão é inglesa, mas por cá nãp é diferente. O impacto negativo das redes sociais sobre as raparigas é fortíssimo, com o amplificar da mais repelente misoginia. E não é muito diferente no mundo adulto, observo eu ao ver grupos de redes sociais a falar das "fêmeas" de forma acintosa (só o uso do termo é logo uma enorme red flag), ou os infames grupos de whatsapp onde os mais simpáticos homens, aqueles que sempre foram boas pessoas, partilham e comentam imagens e vídeos impróprios, muitas vezes das suas próprias companheiras, tiradas sem consentimento ou conhecimento (pudera, iriam logo para o divórcio, com passagem na queixa-crime). Esta misoginia é prevalente e nas idades mais jovens, com menos filtros sociais e menor capacidade de disfarce de emoções, em ebulição. Note-se que faz parte do ser homem um assumir da sexualização feminina, é natural que cada um de nós reaja perante elementos do sexo oposto. Confesso, quando interajo social ou profissionalmente com mulheres, nem todos os meus pensamentos são castos, e também sou culpado da chamada conversa de balneário entre colegas, onde se fantasia sobre as qualidades de atração sexual de mulheres com que nos cruzamos. Pode deixar-vos chocados, mas creio que isto é inerente e normal à condição masculina. O que não é normal, nem nunca foi, é a desumanização da mulher, e a incapacidade ou até gozo em comentar atributos. Na vida física, é uma lição muito óbvia, do errado que é ser rebarbado e o quão insultuoso é o mais elementar comentário de cariz sexual. Na virtual, os filtros caem e há um certo orgulho em deita cá para fora os piores vitupérios. É um clima generalizado e tóxico. Agora, se estão a pensar que as restrições às redes sociais serão a panaceia que resolverá este problema e devolverá os adolescentes à inocência (que nunca, jamais, os adolescentes tiveram), o melhor é tirar o cavalinho da chuva. A misoginia e masculinidade tóxica nos instagrams e tiktoks é pálida face ao que se passa via mensagens instantâneas e outros sistemas, menos visíveis para o mundo adulto, para os quais os jovens inevitavelmente migrarão. Confesso, por vezes deparo-me com alunos aos quais me dá forte vontade de deixar cair filtros e dizer-lhes, na cara, que a forma como concebem a sexualidade e tratam as raparigas vai garantir-lhes um futuro em que as suas relações eróticas mais significativas se passem com as suas mãos direitas, dado que nenhuma mulher em são juízo está para aturar estas parvoíces. As pulsões existem e são naturais, o problema é esta amplificação artificial trazida pela cultura digital da misoginia, masculinidade tóxica e proliferação da pornografia, que incentiva as atitudes e comportamentos mais degradantes.
BMW Group to deploy humanoid robots in production in Germany for the first time: Confesso que não percebo bem a obsessão por colocar robots humanoides nas fábricas (exceto, talvez, para dar corpo aos sonhos húmidos dos gestores de não ter de lidar com essa coisa fedorenta que são os operários). A combinação de máquinas especializadas faz mais sentido, de acordo com que leio e investigo sobre robótica.
Wait—Laser Guns Are Real Now?: Bem, como colocar a questão? Sim, e já há bastante tempo. Não são as rayguns da FC clássica ou os turboblasters de star wars, mas os lasers já há muito que têm utilização na defesa.
OpenAI strikes a deal with the Defense Department to deploy its AI models: Nesta história do uso militar forçado pelo pentágono, há quem tenha a decência de o recusar. Note-se que a Google nem fala no assunto embora as suas ferramentas sejam usadas, e a Open AI (sem grande surpresa, dada a sociopatia do seu CEO) vai com tudo e em força.
How Meta Executives Talked About Child Safety Behind the Scenes: Se acham que o problema das redes sociais, crianças e adolescentes está nos utilizadores, leiam este artigo. E percebem: o desprezo dos gestores das redes sociais pelo bem estar dos seus utilizadores, em especial dos mais vulneráveis, é abissal. Para lá dos algoritmos explicitamente desenvolvidos para viciar, da ênfase na desinformação e discurso acintoso para garantir interesse, temos também a recusa em colocar salvaguardas de proteção de crianças e adolescentes por temer os impactos que teriam nos resultados financeiros. O problema, caros, não são os telemóveis. São estas empresas.
We don’t have to have unsupervised killer robots: Deveras, mas suspeito que a cupidez das grandes empresas da robótica e IA, aliada à óbvia sociopatia dos seus gestores, não siga estes caminhos.
Letting Machines Decide What Matters: Aplicar as capacidades analíticas dos LLMs às vastas quantidades de dados gerados pelas experiências da física de ponta.
AI vs. the pentagon: Desenganem-se se acham que o problema da Anthropic vs. Pentágono é algum cenário tipo exterminador implacável. As coisas são menos feéricas, e mais graves. Por um lado, há que notar que o Pentágono tem usado extensivamente estas ferramentas, quer as desta empresa, quer as de outras. O que fundamentalmente se passa tem a ver com a vontade de domar o setor privado aos impulsos de decisores politicos, não por escrutínio democrático, mas para levar em diante o que bem querem e lhes apetece. É um óbvio resvalo autoritário, e é aí que reside o cerne do problema.
Watershed Moment for AI–Human Collaboration in Math: Em resumo, a capacidade analítica de modelos de IA dedicados aplicada à verificação de soluções complexas.
Pluralistic: No one wants to read your AI slop: Essencialmente, isto: "That is a fatal flaw in the idea that we will increase our productivity by asking chatbots to summarize things we don't understand: by definition, if we don't understand a subject, then we won't be qualified to evaluate the summary, either." Que é a mais sintética e direta desmontagem da falácia da sabedoria induzida pelo uso de IA que já li. É algo de óbvio, para quem usa a IA de forma consciente, que se amplifica o que conseguimos fazer, não nos torna automaticamente conhecedores.
How Electrical Engineers Fight a War: Na guerra moderna, não há profissões imunes ao combate, especialmente se lidam com infraestruturas essenciais sob ataque constante.
Meta Workers Say They’re Seeing Disturbing Things Through Users’ Smart Glasses: Sou só eu a pensar porque raios as capturas de vídeo tiradas por óculo inteligentes têm de ser enviadas para a Meta? Para além dos óbvios problemas de privacidade diretamente advindos do uso destes dispositivos, ainda há que contar com envio dos vídeos e imagens para serem usados nem se sabe bem para quê pela Meta.
The Secret Empire: Curiosas aeronaves.
Alguien va a tener que dar explicaciones en España: una tienda de motos no solo vendía cascos, también material para los Eurofighter: Vá, é animador ver que a corrupção intermédia de baixo nível de inteligência não acontece só por cá.
Enough With the Bros: Mas, sejamos honestos - os bros, quer sejam tech, culturais, da moda ou apenas bros, são verdadeiramente insuportáveis.
Humans Sketched Oddly Precise Geometric Patterns Onto Ostrich Eggs 60,000 Years Ago: Geometrias euclidianas avant la lettre.
Where Have All the UFOs, Yeti, Demons, and Ghosts Gone?: Sem grande surpresa, numa era onde abundam lentes, as evidências da existência de criaturas míticas continuam inexistentes. É mais uma coisa que a tecnologia veio estragar.
España y Portugal se han aliado para lanzar satélites con una misión: monitorizar catástrofes en tiempo real: Notícias que não lemos nos jornais ou vemos nos telejornais - um consórcio ibérico ligado ao espaço que junta tecnologia e conhecimento português e espanhol.
Surviving on Trump's Dangerous Planet: Como escapar às guerras pelo controle da energia petrolífera que os fachos trompistas andam a atear em zonas críticas? Apostar em recursos energéticos renováveis. O sol e o vento resistem a embargos, e a natureza distribuída da sua produção torna-os mais resilientes a ataques militares. Este violento canto de cisne da indústria petrolífera (um dos sustentáculos de Trump) é lamentável e desolador, mas não tem de ser inevitável.
La turbia historia de Fanta: el bloqueo de ingredientes a la Alemania nazi llevó a Coca Cola a tirar de suero y pulpa de manzana: Confesso que não imaginava que a história da Fanta estivesse ligada à II Guerra Mundial.
Bridgebuilders and Historians Turned Metal Into Myth: A iconografia, estética e impacto cultural de uma técnica de construção.
El futuro de la defensa aérea europea pasa por KFS: el nuevo caza que Suecia prepara es un "avión de aviones": Nestas andanças das geopolíticas europeias, é interessante ver o papel ambicioso que a sueca Saab está a assumir no ecossistema industrial militar europeu. Enquanto os projetos transeuropeus ou se arrastam, ou falham, como o FCAS (por birra da Dassault, note-se), esta empresa sueca tem ao mesmo tempo um historial de excelência e capacidade industrial, muita experiência no desenvolvimento de aeronaves avançadas e a custos muito inferiores dos das empresas mais tradicionais. Ou seja, num quadro em que a Europa tem mesmo de desenvolver alternativas credíveis, é a Saab que parece mais bem posicionada para o fazer, apesar das grandiosas declarações de intenções de países e consórcios mais tradicionais.
America’s Invaluable Ally: De um ponto de vista estritamente militar, há que admirar a capacidade e criatividade dos israelitas, quer em termos de guerra convencional quer de operações secretas. São capazes de operações arrsicadas mas bem sucedidas, e a sua visão tática é ímpar. Claro, toda esta capacidade está ao serviço de genocidas e a sociopatia dos responsáveis é clara. Como escrevi, é admirável de um ponto de vista estritamente militar, não, como é óbvio, dos pontos de vista legais e sociais. Mas há uma lição que nós, nas democracias ocidentais, deveríamos reter: a clara implacabilidade com que os israelitas se defendem.
Nimas, Ideal e Cinemateca: os últimos “palácios” que desafiam a morte do cinema em Lisboa: Não sei se o cinema estará a morrer, mas como experiência de massas, diria que isso já aconteceu. As massas viraram-se para o sofá e o conforto dos serviços de streaming. Haverá sempre uma imensa minoria que continua a apreciar o ritual de ver cinema, mas essa é uma minoria que não liga ao mainstream e também não tem por cá muitos espaços com programação atrativa.