The Duplicated Man: Sonhos clássicos.
Eight more science fiction and fantasy books to check out this February: Novas leituras de FC para iniciar o ano. Os focos estão principalmente nas alterações climáticas, vida digital e FC social.
5222) Cinema e realismo (19.2.2026): Parte do encanto dos efeitos especiais é o seu irrealismo. A fidelidade completa ao real nas representações raramente é interessante.
Books Being Made into Movies in 2026, selected by Five Books: Bem, destes livros adaptados ao cinema Wuthering Heights é quase um insulto intelectual (a sério, basta o trailer) e teme-se o pior pela visão Nolanista de Homero. Não poderá ser pior do que a versão Brad "Achilles" Pitt last action hero na antiguidade de Oliver Stone, espero, pelo menos.
Como a Era de Ouro da Ficção Científica começou: Os primórdios da era que definiu a ficção científica enquanto força cultural.
Hora do Bolo (2): Boas sonoridades.
The Greek Mythology Family Tree, Explained: Isto não é bem uma árvore, é mais uma floresta.
As muitas possibilidades de Death of the Author: Análise a um dos mais recentes romances de uma das vozes mais importantes da FC contemporânea.
Coisas Ruins – João Zamith: O livro despertou-me alguma curiosidade, mas a leitura desta recensão esfriou um pouco a sensação.
John Enright: Apocalipses.
A Guide to Which AI to Use in the Agentic Era: Confesso que tenho um problema conceptual com os agentes de IA. Prometem trazer as capacidades da IA para uma enorme diversidade de tarefas, mas quando olho para elas, são essencialmente de gestão e administração. Algo que, felizmente, faz pouco sentido no meu dia a dia, dedicado como estou à educação, criatividade digital e literaturas. Mas aposto que para pessoas mais cinzentas, daquelas que passam os dias mergulhadas em relatórios e contas, estes aceleradores de capacidade são um verdadeiro maná. De todas estas ferramentas, uma faz imenso sentido para mim - a capacidade de encontrar pontes conceptuais entre diferentes fontes documentais que o Notebook LM tem.
The Price of initiative just collapsed: Algumas notas interessantes a reter, aqui. Primeiro, a comparação com a leitura - de facto, haver livros não chega, há que garantir que as pessoas sabem ler para realmente essa tecnologia dar frutos. O mesmo se passa com a IA. Outra nota tem a ver com algo que também sinto - torna-se fácil experimentar projetos que não teríamos tempo ou capacidade técnica para os realizar. Finalmente, a obrigatória equidade, não faz sentido falar de IA na educação, há que mexer com ela, e é preciso que chegue a todos, e não se fique só por uma elite de utilizadores.
Cómo crear canciones en Google Gemini utilizando su componente Lyria: Ó deuses, mesmo aquilo que se precisava, mais uma forma de criar música azeiteira para os boomers se divertirem.
The Requirements of AI: É bom recordar que a IA nos traz valências e capacidades, mas não nos substitui. Permite-nos ir mais longe, focar em aspetos cognitivos mais complexos. Isto, claro, se for bem usada.
Querida Europa: te mandamos una VPN gratuita para que veas el fútbol gratis. Atentamente, el Departamento de Estado de EEUU: Genial, esta, ou nem por isso. A iniciativa do governo americano de criar um acesso web a conteúdos que na Europa estão proibidos é insidiosa, obviamente, porque a ideia é dar livre curso ao racismo, misoginia, nazismo e discurso de ódio para ajudar a desestabilizar a UE. Por outro lado, aquilo é na prática uma VPN, o que significa que quem quer ver futebol sem pagar canais pode abusar à vontade, com o beneplácito dos fachos trumpistas.
Microsoft has a new plan to prove what’s real and what’s AI online: Não por ser uma necessidade social premente, mas para cumprir com legislação.
La última trampa mortal de Ucrania a los soldados rusos ha confirmado algo que intuíamos: la nueva “bomba atómica” es invisible: O spoofing de sinais starlink como forma de detetar e aniquiliar soldados russos.
The U.S. and China Are Pursuing Different AI Futures: Uns enredam-se na especulão sobre a AGI, outros procuram sistemas que tragam benefícios palpáveis às indústrias.
Microsoft se ha empeñado en acabar con la desigualdad en Latinoamérica: su plan pasa por utilizar la IA, por supuesto: Ah, agora os pobrezinhos dos latinos já poderão ser elevados da sua condição, graças à generosa Microsoft. Há um nome para isto: tecnocolonialismo. O que a Microsoft quer é garantir mercados e usar a educação como lock-in de utilizadores.
The robots who predict the future: A necessidade humana de predição, e a sua automatização através das capacidades de análise massiva de dados trazidas pela IA.
Humans and Machines, a Phase Transition… The Ice Is Deciding What to Become: O texto é um pouco opaco, mas tem uma lógica imbatível - temos de fazer escolhas, ou queremos um futuro livre e acessível, ou se nos deixarmos levar, acabamos servos de um tecnofeudalismo que nos cerceia as liberdades.
Hold on to Your Hardware: Recordo, nos primeiros anos do século XXI, o abre-olhos que foi a leitura do ensaio seminal The Coming War on General Computing de Cory Doctorow, onde detalhou as formas que as grandes empresas desenvolviam para manter os seus clientes em redis e tornar o computador numa espécie de eletrodoméstico simplificado, quebrando a cultura de uso livre dos sistemas. Coisas como restrições de instalação de software, DRM e lock-in. Hoje, graças à IA, talvez estejamos à beira do próximo passo lógico neste cercear da liberdade individual digital - modelos de computação onde tudo é um serviço de subscrição, inclusive o próprio computador, onde os utilizadores apenas podem fazer aquilo que os detentores dos serviços os autorizam. Já vivemos parcialmente nesse futuro - já repararam bem onde está a música que ouvem (serviços de streaming), os vossos dados (geralmente em armazenamento na cloud) ou a forma como interagimos socialmente através de aplicações (gaiolas douradas que nos enviesam e envenenam o discurso público)? O apetite voraz da indústria da IA por componentes está a gerar condições para um outro passo - a escassez de memória ram e discos acontece porque os fabricantes preferem vender em volume aos datacenters e abandonam o mercado de consumo para todos. Isso traz consequências ao nível do preço e capacidades do hardware vendido. Não é impressão vossa acharem que os computadores novos no mercado ou têm preços estratosféricos, ou são fraquitos e de baixa qualidade; projetos de baixo custo (pensem raspberry pi ou Arduino) começam a deixar de ser baratos (e com isso, vai-se a democratização tecnológica que permitem): "manufacturers are pivoting towards consumer hardware subscriptions, where you never own the hardware and in the most dystopian trajectory, consumers might not buy any hardware at all, with the exception of low-end thin-clients that are merely interfaces, and will rent compute through cloud platforms, losing digital sovereignty in exchange for convenience."
Los millennials usaban el término "TL;DR". La generación Z lo está sustituyendo por algo más radical: "AI;DR": Para quê ler, se a IA lê por nós?
America is at risk of becoming an automotive backwater: A legislação que reverte as exigências ambientalistas nas emissões automóveis é um triunfo do boomerismo trompista, e um enorme tiro no pé, não só ambiental mas económico. Enquanto os maga se orgulham por tentar fazer regressar os carros que bebem gasolina à tripa forra e livrar-se de incómodos com o sistema start/stop, numa espécie de canto de cisne à indústria petrolífera, o resto do mundo compra alegremente carros elétricos chineses. Com preços em conta, níveis de inovação técnica extraordinários e uma fiabilidade crescente, mostram bem qual é o futuro da indústria automóvel, algo que não passa despercebido aos conglomerados industriais europeus e japoneses, que se andam a esforçar por recuperar tempo perdido face à avalanche de inovação chinesa. Os americanos, festejam os retrocessos de boné vermelho na cabeça, e em breve andarão a construir carros que ninguém quer comprar.
The left is missing out on AI: Sem sombra de dúvida. E por cá até tivemos o espetáculo triste de ver intelectuais de esquerda a fazer manifestos que rejeitam ativamente a IA. Patetice pura, que revela incapacidade cognitiva de compreender esta tecnologia por parte de pessoas de quem se esperava maior nível intelectual. E tem ainda uma possibilidade bem pior. A forma como a IA nos está a ser imposta está a revelar-se um perigo existencial para os direitos laborais, diria até para o trabalho como o conhecemos. Não porque a tecnologia seja tão boa assim, mas porque as legiões de CEOs esfregam as mãos de contentes e salivam perante a perspectiva de se livrarem da massa fedorenta que são os trabalhadores e transferir ainda mais lucros para os bolsos dos bilionários. Isto, claro, a somar a outros custos sociais, ambientais e culturais. As ferramentas de IA prometem, e são capazes, de capacitar ainda mais os indivíduos, mas não é dessa forma que o capitalismo vê as coisas. Não querem pagar melhor a funcionários especialistas mais capazes e produtivos, mas sim pagar menos e precarizar mais, investindo em automatismos que não beneficiam ninguém (já tentaram interagir com as linhas telefónicas suportadas por IA para apoio a clientes das empresas ultimamente, e se o fizeram, sentiram-se realmente apoiados?), prejudicando os bens e serviços em toda a linha, mas implementados porque quem o faz, sente a impunidade dos quasi-monopólios tecnológicos e a enorme dificuldade de haver quem faça concorrência real com melhores produtos - sim, a mão invisível do mercado anda tolhida e aquela ideia que o mercado livre melhora tudo deixou de funcionar quando o "mercado" se resume a um punhado de megaempresas que asfixiam concorrentes, fazem lock-in aos clientes e o único interesse que têm é aumentar os lucros e diminuir os custos a qualquer custo. Se a esquerda de fechar numa bolha de nostalgia pré-tecnológica, será incapaz de reagir a estas forças, perde-se a voz que contraria o discurso dos techbros. Caros esquerdalhos (termo que assumo como elogio), não chega perorar de dedo em riste a partir do conforto do gabinete cheio de livros. É preciso estar nas redes, falar e agir com a propriedade de quem conhece e usa estas tecnologias. Nas mãos certas, são fantásticas. E é por isso que não podemos deixar o capitalismo apropriar-se delas, como o está a fazer.
QUOD is a Quake-Like in only 64kB: Isto é provavelmente das mais insanas demonstrações de capacidade de programação criativa que vi ultimamente.
The human work behind humanoid robots is being hidden: Desde o treino humano de gestos e movimentos às opções de teleoperação de robots com vários graus de autonomia.
Notepad prepara suporte para imagens: Confesso que estou indeciso entre perceber se isto faz jeito, ou não.
The Age-Verification Trap: Um dos pontos comuns às múltiplas propostas de restrição de acesso a redes sociais por menores é o uso de sistemas de verificação de idade, que são pouco fiáveis e fortemente invasivos da privacidade.
Cruce de cables: la tecnología antigua fiable pero predecible, frente a la moderna de resultados inesperados: De facto, quem nunca, perante as múltiplas opções que nos fazem perder tempo a escolher e personalizar, sentiu uma certa saudade por ter tecnologias menos inteligentes, mas que faziam exatamente o que se esperava delas?
AI Is Destroying Grocery Supply Chains: A interferência dos ataques cibernéticos potenciados por IA nas cadeias de distribuição alimentar.
Pete Hegseth Gives Anthropic Choice to Abandon AI Safeguards or Be Labeled ‘National Security Threat’: Portanto, no resvalar americano para a ditadura, já estamos a chegar ao ponto onde responsáveis políticos ameaçam empresas por estas não fazerem o que eles querem?
Pope Implores Priests to Stop Writing Sermons Using ChatGPT: Há um certo aqulinismo nisto, suspeito que aqueles curas que tão bem satirizava nas suas ficções, que viviam bem no remanso das suas aldeias, bem nutridos e servidos pelas senhoras que lhes eram dedicadas e muito cuidadores das legiões de sobrinhos e sobrinhas que geravam, seriam muito adeptos desta forma de pregar sermões, se tal maravilha existisse na altura.
We’re putting more stuff into space than ever. Here’s what’s up there.: A órbita terreste está a ficar muito atravancada. Este infográfico mostra o que andamos a deixar lá por cima.
Meta's AI Patent to Simulate Dead People Shows the Dangers of 'Spectral Labor': Não consigo ver positivos nisto. O clonar via IA para simular entes falecidos é, em si, um tremendo dano psicológico que contraria a lógica do luto. E há os aspetos de abuso de imagem e memória, que em entidades que acima de tudo querem o lucro, tem um largo espectro de possíveis abusos.
Sweden: Sensualidades passadas.
Europe Has Received the Message: Sem sombra de dúvida. O soft power não chega, o investimento militar tem de ser sério e é necessário, sem descurar as outras áreas de integração europeia que tornam esta união essencial para os europeus. Medidas como o privilegiar da aquisição de meios próprios europeus têm toda a lógica - para quê enterrar o dinheiro europeu nas contas das indústrias americanas, e é também uma forma de reforçar a base industrial europeia. O ponto essencial nisto é a união. Não é por acaso que Trump e os seus sequazes gostam tanto de apoiar a extrema direita europeia, veem neles uma potencial brecha que enfraquece a UE. Mas nós, europeus, estamos bem cientes da fragilidade que temos enquanto estados-nação isolados.
Why Nudge Policies Failed: Por uma razão muito lógica, que este artigo também toca - as pessoas não são parvas, e percebem a ironia de culpar os indivíduos quando as organizações não seguem os mesmos padrões. O corolário desta desconexão está nos bilionários que se passeiam planeta fora em poluentes jatos privados, enquanto os comuns mortais se sentem culpados por ir de férias num voo comercial, mas há muitos outros exemplos em que nos tentam convencer que o nosso comportamento individual é a causa da poluição e degradação ambiental, enquanto indústrias inteiras não movem uma palha para minorar o seu impacto.
Did Pratt & Whitney accidentally revealed the U.S. Air Force's Boeing F-47 fighter future design?: A sério que acham que este tipo de revelações é acidental?
Portugal approves €24 Million sale of four Tejo-class patrol vessels to Dominican Republic: Esperemos que sejam entregues em melhor estado do que o navio desta classe que estava de tal forma avariado no Funchal que os marinheiros se recusaram a embarcar, incorrendo na ira do almirante aspirante a américo tomás da wish.
More in Sadness than in Anger: Charles Stross a capturar um certo espírito dos tempos - a sensação que a clique de bilionários e plutocratas está ativamente a desenvolver sistemas que nos tornem redundantes: "
Pensábamos que los Lamborghini y Rolls-Royce se robaban en la calle: ahora muchos desaparecen antes de llegar a destino: Longe de mim compadecer-me com a triste agrura dos bilionários que se vêm privados dos brinquedos de luxo que adquiriram graças ao suor espremido aos seus trabalhadores, mas destaco o artigo pela inteligência e sofisticação deste tipo de roubo. Digamos que o assalto à antiga, hoje, é só para os ladrões menos inteligentes.