De Witt Kilgore (2003). Astrofuturism: Science, Race, and Visions of Utopia in Space. Filadélfia: University of Pennsylvania Press.
Uma viagem pelas ideias que definem as clássicas utopias dos futuros no espaço. Este longo ensaio olha para as influências seminais de autores de ficção científica e cientistas na definição da ideia de exploração espacial como misto de destino último da humanidade, zona de aventura e espaço dedicado ao máximo potencial da ciência. É um cruzamento de fé científica, esperança na tecnologia e utopia que nasceu no dealbar do século XX e ainda hoje continua presente, embora atenuado.
Este ensaio olha para as visões que evoluíram ao longo de um contínuo que começa nos pulps e no trabalho de Von Braun (que não se limitou à engenharia), ao otimismo tecnológico de Clarke e ao destino manifesto de Heinlein, às visões de colónias orbitais suburbanas de Gerard K. O'Neill e termina na visão com nuances sociais e étnicas de Ben Bova.
Não cobrindo todo o espectro da ficção científica, centra-se nalgumas figuras de charneira, olhando para a forma com o espaço de ideias evolui a partir de princípios ligados a uma certa visão de superioridade inata do homem ocidental, euro-americano, mas que se vão adaptando à evolução dos tempos, abrindo-se às questões sociais para contrabalançar o simplismo das fantasias meramente técnicas.