domingo, 10 de junho de 2018

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265 MattesThat You Probably Never Saw: O Matte Shot raramente publica, mas quando o faz, é um dilúvio de delícias visuais. Todo o site é um tributo à pintura de imagens para cinema, e é sempre surpreendente ver imagens que no cinema pareciam completamente reais, mas que foram criadas com o trabalho meticuloso dos pintores de cenários.

Old memories, accidentally trapped in amber by our digital devices: Mensagens esquecidas, registos de login em redes que nos recordam de locais por onde viajamos. Indícios vestigiais, a versão moderna dos bilhetes de comboio ou de cinema que deixamos dentro dos livros, para mais tarde sermos surpreendidos com recordações.

How the Enlightenment Ends: Um ensaio muito pertinente de Henry Kissinger. Pensando no real papel deste homem na história do século XX, pensei que seria um resmungo conservador e retrógrado, mas na verdade  é um ponto de vista desafiador, intensamente humanista: "Heretofore confined to specific fields of activity, AI research now seeks to bring about a “generally intelligent” AI capable of executing tasks in multiple fields. A growing percentage of human activity will, within a measurable time period, be driven by AI algorithms. But these algorithms, being mathematical interpretations of observed data, do not explain the underlying reality that produces them. Paradoxically, as the world becomes more transparent, it will also become increasingly mysterious. What will distinguish that new world from the one we have known? How will we live in it? How will we manage AI, improve it, or at the very least prevent it from doing harm, culminating in the most ominous concern: that AI, by mastering certain competencies more rapidly and definitively than humans, could over time diminish human competence and the human condition itself as it turns it into data."

AI Made These Paintings: Antes de começar a antever a morte da criatividade humana, convém sublinhar que em termos estéticos, tudo o que estas IAs conseguem é repetir técnicas e estéticas já existentes. São derivativas, e não criam nada que seja realmente novo. Aplicam estética e técnicas como algoritmos, mas falta-lhe a intuição, a faísca que tem feito evoluir a cultura visual. Ter uma IA capaz de repetir a iconografia de pintores do século XIX é intrigante, não preocupante.



The Iridescent History of Light: uma belíssima infografia da Atlantic, que traça a história da luz artificial do fogo pré-histórico aos lasers de hidrogénio.



This Camera Turning Into George Lucas Will Haunt Me Until I Die: Morphing, vindo diretamente dos anos 80, com resultados arrepiantes.

The Surface of a Terrestrial Sea: Da série visões de um futuro distópico típico do antropoceno. Regiões cujo solo cede, como um oceano de geologia, por causa do efeito de décadas de prospeção petrolífera e mineira, que deixaram vestígios abandonados que fragilizam o subsolo.

How Tolkien became the man who made Middle-earth: Confesso não ser grande fã de Tolkien, mas admiro-lhe a visão, persistência, e a forma como entreteceu os seus mitos pessoais, baseando-se nas estruturas da mitologia nórdica e anglo-saxónica, num mundo ficcional que se tornou basilar no domínio da fantasia.

Lost, stolen, blown up and fed to pigs: the greatest missing masterpieces: As tristes histórias por detrás de algumas das mais lendárias obras primas perdidas da história.

15 Years Ago, the Military Tried to Record Whole Human Lives. It Ended Badly: A ironia destas experiências militares falhadas é que, poucos anos depois, boa parte da humanidade participa alegremente em iniciativas de life logging alargadas, partilhando os detalhes das suas vidas diárias. Chamamos-lhes redes sociais.

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