sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Guardiões da Galáxia: Mãe Entropia

 

Jim Starlin, et al (2017).Guardiões da Galáxia: Mãe Entropia. Lisboa: Goody.

A terceira oferta da coleção Marvel especial da Goody traz-nos um grupo que, de personagens secundárias em comics mais obscuros da editora, se tornaram muito populares graças à sua inclusão no universo cinematográfico. Os filmes dos Guardiões da Galáxia foram sucessos tremendos, talvez dos mais interessantes e divertidos desta nova vida dos super-heróis nas telas de cinema.

Se quiserem ler space opera weird em comics, procurem algo escrito por Jim Starlin. Em Mãe Entropia, os intrépidos mas falidos aventureiros são contratados em missão diplomática para proteger um emissário, mas como é habitual nestas coisas, tudo corre mal. O emissário morre de morte natural, a nave é assaltada por mercenários em busca de um artefacto trazido pelo emissário, e para piorar a coisa esse artefacto despoleta-se e lança os Guardiões, junto com Pip, outro personagem de caráter duvidoso que Starlin introduziu na saga de Warlock, para uma dimensão paralela onde se cruzam com a Mãe Entropia. Uma entidade fungal, que após contaminar toda a sua realidade, procura agora novos universos para se espalhar. E quase o consegue, com o nosso universo a ser contaminado pelos fungos que imobilizam qualquer ser. Menos Groot, que é imune e conseguirá graças isso salvar o universo. Esta história conta com ilustração do clássico Alan Davis.

Para encerrar, uma curta cheia de ação, um crossover entre Rocket Raccoon e Deadpool. Uma aventura de violência e absurdismo, escrita por Tim Seeley, argumentista que há alguns anos atrás deixou uma marca brilhante com a série Hack/Slash, mas a partir daí não fez mais nada de interessante, apesar de se estar a tornar um nome comum em argumentos para comics. Este Bye Bye Macho Gomez não escapa à banalidade, é mais uma das habituais histórias de Deadpool, cheias de piadas secas e insinuações de ultraviolência sangrenta sem que em algum momento se veja, realmente, sangue. Confesso que me é muito difícil compreender a fama deste personagem.

No entanto, não vale a pena fazer análises excessivas a estas edições da Goody. São revistas, trazem-nos alguma da continuidade da Marvel, claramente o critério de escolha das edições não é trazer os arcos narrativos mais marcantes. São edições divertidas, excelentes para distrair numa boa hora de leitura. E nada mais que isso.

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