segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Comics


Doomsday Clock #03:  Provavelmente a melhor cena desta edição de Doomsday Clock, embora os comentadores prefiram destacar o momento em que a arma imaginária de um vilão conhecido como mimo, tem efeitos reais. Um Batman com pouca paciência para universos alternativos e super-seres que puxam os cordelinhos da sua realidade leva o sucessor do infame Rorschach ao lugar mais lógico: o asilo de Arkham.

Doomsday Clock começa a mostrar o que é, uma tentativa forçada de enfiar o cânone alternativo de Alan Moore dentro da continuidade da DC. A tática de Geoff Johns, em emular o estilo narrativo e composicional de Moore, funcionou nos primeiros momentos, mas começa a mostrar os seus limites. Johns tenta ser Moore, com o ritmo seco e marcado deste, mas não chega lá. O que se pressente ser suspense para aguentar a narrativa durante doze números começa a ser, apenas, entediante. A DC está a ser igual a si própria, a misturar propriedade intelectual para maximizar a sua rendibilidade, disfarçando a coisa como um pomposo evento. Com Promethea foram menos subtis, e enfiaram uma personagem que tem pouco a ver com os temas habituais dos comics na continuidade de uma das suas séries. Se estivesse morto, Alan Moore estaria a dar voltas na campa. Watchmen e Promethea originais não saem diminuídos por estas manobras financeiras, e só os fãs mais acéfalos de comics não irão continuar a valorizar, ou nos mais novos, descobrir, estes marcos narrativos do género. Aliás, se o primeiro contacto de fãs com estes universos for via estas tropelias da DC, e depois forem descobrir os originais, diria que irão ter uma enorme surpresa.


The Wild Storm #11: Não são ovnis quaisquer. São haunebus, as máquinas imaginárias favoritas dos fãs de teorias da conspiração sobre ovnis nazis. Uma piada visual que só podia ter sido feita por Warren Ellis. É tão o seu estilo.

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