segunda-feira, 3 de julho de 2017

Comics


2000AD #2037:  Adoro a forma como os melhores argumentistas de Judge Dredd conseguem ser subversivos num media de entretenimento. Na história que começa nesta edição, um personagem procura forma de se libertar dos filtros cognitivos que lhe foram implantados por pais cuidadosos, que o levam a ver o mundo sob um olhar cor-de-rosa. Sorrimos, mas depois recordamos as tentativas de censura ativa aos meios digitais, precisamente sob a desculpa de "temos de erradicar discursos/imagens para não intimidar/assustar os inocentes"... claro, estas discussões não são assim tão simplistas, mas disfarçar os males do mundo sob uma camada dulcificante, à la potemkin village ou erradicação mussuliniana da pobreza por decreto e prisão, ou o nosso corrente e delirante consenso mediático que faria os teóricos da sociedade do espetáculo empalidecer, são geralmente ineficazes e contra-producentes.


The Hellblazer #11: Se o corrente arco narrativo já começa a tornar-se demasiado alongado (ou melhor, não épico o suficiente para tantas páginas), há que admirar o sentido crítico do argumentista. Estamos no século XXI, já não são precisas invocações arcanas para atrair os alvos. Basta usar memes virais.

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