quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Ficções

The Vanilla Fudge Room: O jornal The Guardian deu uma bela prenda aos fãs de literatura infantil e fantástica com a publicação de um capítulo inédito do marcante Charlie and the Chocolate Factory de Roald Dahl. Pelo que se conta, o capítulo foi excluído pelo editor por ser demasiado subversivo e moralmente duvidoso. Isto num livro onde crianças ímpias são mimadas com as mais irónicas punições imediatas para os seus vícios morais. No capítulo perdido duas personagens que também foram eliminadas do livro não resistem aos encantos de uma montanha de creme de baunilha e são arrastados para um destino esmagador e cortante. Se bem que suspeito que o que realmente irritou os editores foi a descrição quase vitoriana dos mineiros que escavam ininterruptamente a montanha de baunilha. Suspeito que a insinuação de exploração capitalista pareceu moralmente mais reprovável do que o esmagar e cortar criancinhas aos cubinhos.

Apologue: As habituais partilhas de links sobre as comemorações do 11 de Setembro recuperaram esta curiosa elegia de James Morrow, onde os velhos monstros destruidores se unem após o cataclismo para sublimar o horror real. Velhos monstros, criaturas destruidoras da ficção de eras mais inocentes, a simbolizar o choque quando o real se assemelha ao ficcional da pior forma possível. Não sendo um excelente conto, sempre deixa a imagem memorável de Godzilla, King Kong e outros kaijus a lamentar o ataque terrorista.

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