quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Doctor Who: The Spear of Destiny


Marcus Sedgwick (2013). Doctor Who: The Spear of Destiny. Londres: Puffin.

Dedicado ao terceiro Doutor, este livro mergulha numa variante das lendas sobre a lança do destino, artefacto mítico do qual se diz que quem o empunhar é invencível em batalha. Sedgwick brinca um bocadinho com a história do mito e a sua ligação ao ocultismo nazi mas prefere seguir noutra direcção, levando o Doutor e a companheira da época à era Viking. Conhecemos o ambicioso líder de uma tribo aguerrida, um certo Odin, que com ajuda dos flhos Thor e Loki mais os seus fieis guerreiros (Falstaff ficou curiosamente ausente) pretende unificar as tribos do norte e, no processo, criar as raízes da mitologia Viking. O seu poder é amplificado pela tecnologia do Mestre, eterno arqui-inimigo do Doutor, que pretende deitar as mãos à mítica lança e opta pelo rigor das observações astronómicas nórdicas para escolher um ponto específico no espaço-tempo. Aparentemente os calendários não eram de fiar na mais conhecida aparição da lança nos registos históricos, o momento da crucificação de Cristo.

Leitura leve, escrita de forma dinâmica mas surpreendendo pela fluidez, conseguindo agarrar este leitor num livro que à partida se assume como leitura rápida e sem grandes pontos de interesse para lá do aspecto de comemoração do quinquagenário Doctor Who. Consegue ir além do esperado e é notável o cuidado na recriação do mundo Viking, remetendo para a clássica justificação das aventuras temporais do Doutor como uma forma de pedagogia histórica.

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