sexta-feira, 28 de junho de 2013

Comics


Batman/Superman #01: Batman e Super-Homem, Batman com Super-Homem, Batman versus Super-Homem... nada de novo nesta nova edição da DC, que regride a contagem de aventuras aos habituais zeros recorrentes para recomeçar de novo. O que distingue este título é contar com o trabalho elegante do ilustrador Jae Lee, veterano dos comics que começou a despertar novamente atenções com o seu trabalho em Before Watchmen: Ozymandias. Lee destaca-se na ilustração do género pela precisão do traço, elegância das poses e forte estilização de vinhetas que centram o olhar em figuras centralizadas em vinhetas onde o fundo despojado de elementos decorativos se resume à cor.


Fury MAX #13: Final amargo de uma série diametralmente oposta ao colorido inocente da Marvel. Fury, eterno super-agente secreto e líder da S.H.I.E.L.D. é retratado aqui de uma forma visceralmente realista, mergulhado em operações secretas e guerras sujas que serviram os interesses pessoais de políticos corruptos a custo de milhares de vidas. O final é sujo e amargo, apropriado ao tom geral de uma série surpreendente que só poderia ter saído da mente de Garth Ennis.


Lazarus #01: Futuro distópico, cheio de tecnologia, regresso das aristocracias e divisão do mundo em famílias rivais com os seus servos e uma sub-classe de homens considerados desperdício. São estas as premissas de Lazarus, intrigante ponto de partida para uma série cuja primeira edição se centrou excessivamente numa personagem de acção e tiroteios associados deixando de lado aquilo que lhe daria mais interesse. Resta ver como se desenrolará esta nova série. Será um desperdício se se mantiver como série de acção.


The Massive #13: A série inicia um novo arco narrativo onde Brian Wood se mete com um peso pesado - visões futuristas catastróficas do declínio do poderio americano. O enredo envolve um submarino com ogivas nucleares escondido nas ruínas submersas de Nova Iorque e um grupo de batalha aeronaval, último resquício do poderio militar norte-americano. Pessoalmente, não consigo resistir à visão de mega-cidades em ruínas semi-submersas. É um estranho fétiche, eu sei.


Mind MGMT #12: Matt Kindt continua imparável com a sua narrativa semiótica que brinca surrealmente com o fascínio pelas aventuras de espionagem. Cada nova edição traz-nos uma pérola de visões difusas da realidade.


The Unwritten #50: A mistura dos universos ficcionais de The Unwritten e Fables é claramente uma injecção de ar fresco numa série que atingiu os seus limites conceptuais e que só o talento de Carey para a meta-ficção espirituosa consegue manter viva. Este crossover mantém artificialmente viva a série e é uma boa desculpa para este escritor desmontar a visão popular de Bill Willingham. Para reforçar a sátira Carey cria uma referência demasiado óbvia a uma certa série literária sobre colégios internos e jovens aprendizes de feiticeiro.


Doctor Who Prisoners of Time #06: Esta é uma série mediana, veículo da franchise em que Doctor Who se está a tornar. Mas até no mais humilde dos comics correntes se pode encontrar uma pérola. Neste caso, descubram lá a referência a uma certa música de um dos mais famosos discos dos Pink Floyd. (Precisam de um prisma com raios de luz colorida para perceber a ideia?)


The Wake #02: Prometia ser uma nova e intrigante série da DC a misturar ficção científica e terror, mas estee segundo número é um infodump massivo de contextualizações e lugares comuns. Afinal o monstruoso segredo é uma sereia. Com garras e dentes afiados, mas apenas uma sereia. Está-se mesmo a ver que o resto da série vai ser um típico massacre em ambientes claustrofóbicos com uma final girl como sobrevivente. Não é uma má premissa mas não merece a fanfarra de grande novo comic de qualidade com que The Wake está a ser promovido. Com isto e uma série que só sobrevive com tie-ins estes são decididamente os estertores de uma moribunda Vertigo.

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