sexta-feira, 3 de maio de 2013

Comics


Dan The Unharmable #12: Termina de forma atabalhoada mais um dos divertidos e hiperviolentos comics de David Lapham assina para a Avatar Press. A premissa era interessante, com um amnésico invulnerável cuja filosofia de vida se assemelha à do grande Lebowsky e que a contragosto se vê a eliminar com requintes sangrentos uma seita religiosa para salvar crianças que aparentemente são suas filhas. Concluída a aventura inicial, começou a expansão do personagem numa jornada sanguinolenta de auto-descoberta mas a editora ditou o fim da série. Resta o revoltante Calígula para doses mensais dos recantos mais perversos da mente de Lapham.


Gutter Magic #01: Pois, mais um comic sobre magia numa realidade alternativa ilustrada com um certo pendor para a mistura entre as estéticas de fantasia e steampunk. Se a história não traz nada de novo, apesar de ser divertida, a ilustração tem momentos de absoluto deslumbramento.


Mas não se fiem muito na minha opinião. Tenho uma forte inclinação para gritar como uma adolescente sempre que vejo dirigíveis a flutuar sobre paisagens urbanas de tom retro.


Phantom Stranger #08: Talvez tenha sido Alan Moore o único argumentista capaz de fazer coisas interessantes com este personagem. Esta nova série regular tem-se caracterizado pelo tom tépido, arrastando-se num clássico enredo de personagem que busca os familiares raptados. Mas este mês decidiram inovar: com uma ajudinha dos curiosos Justice League Dark a DC lança um novo personagem, Nightmare Nurse, Mystic M.D.. Quaisquer similaridades com Witchdoctor serão, obviamente, coincidências.


Stormwatch #20: Com o veterano Jim Starlin ao leme, Stormwatch começa a ter tonalidades cósmicas. O reavivar de Lobo, psicótico personagem que fez sucesso nos anos 90, parece uma boa desculpa para aventuras galácticas por entre estranhos alienígenas.


Mister X: Eviction #01: O regresso de Dean Motter aos comics mensais está a ser nada menos do que espantosamente deslumbrante. Não só temos um mergulho num universo onde o tom retro-futurista se mistura com fabulismo borgesiano, como apaixonantes ilustrações estilisticamente fantásticas, com uma beleza de cair o queixo. Este primeiro número equilibrou uma visita à intrigante Radiant City, palco das utopias inconcretizáveis, com uma lição profunda sobre infrasestruturas urbanas. O resultado é estonteante, e a avaliar pelo trabalho anterior de Motter não irá diminuir de tom.

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