sexta-feira, 22 de março de 2013

Caboto


Lorenzo Mattoti, Jorge Zentner (2003). Caboto. Paris: Casterman.

Apesar da mestria do traço de Mattoti, este Caboto não se livra de um certo tédio formalista. A narrativa parece criada para agradar aos professores de história como um relato ficcional das aventuras de um conquistador, e como tal é eminentemente esquecível. Não de todo desinteressante, mas não sai dos lugares comuns esperados. Resta o estilismo de Mattoti para dar vida a este livro, mas o ilustrador italiano que foi capaz de misturar delírios inspirados no abstraccionismo, dadaísmo, surrealismo e futurismo italiano na sua obra aqui fica-se por um formalismo que apesar de esteticamente perfeito fica muito aquém do seu trabalho. Agruras da adaptação do traço à linha narrativa.

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