sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Super Spy: The Lost Dossiers



Matt Kindt (2010). Super Spy: The Lost Dossiers. Marietta: Top Shelf.

Começo a perguntar-me se Matt Kindt conhece o trabalho de José Carlos Fernandes. As temáticas e o esitlo gráfico destes dois autores são muito similares. Ambos recriam num registo poético uma certa estranheza subtil na realidade distorcida de forma poética nas suas histórias. Ambos utilizam um estilo gráfico rascunhado, deliberadamente impreciso e intimista com um forte pendor para as tonalidades de ocre suave. Ambos douram um gosto assumido por estilos retro com a sua paleta suave. Fernandes é mais borgesiano e Kindt pela-se pelas intricacias do secretismo aventureiro, mas as similaridades de espírito são muitas.


Super Spy: The Lost Dossiers reúne pequenas histórias, material de pesquisa, rascunhos, elementos gráficos e material promocional para um livro de banda desenhada que lamentavelmente desconheço. Algo que terei de resolver. É interessante pelos vislumbres de estranheza poética e registos gráficos que mostram o processo criativo do autor.

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