domingo, 17 de fevereiro de 2013

Memento mori


Pequena reflexão fotográfica sobre a durabilidade dos media extintos. Miraculosamente, se ligado à electricidade o rádio a válvulas funciona. Já as rádios marcadas no receptor dificilmente existirão ou manterão as frequências. Pela diskette não ponho as mãos no fogo, até porque entre a centena e trocos de computadores de que faço gestão na escola onde sou professor deve haver aí uns dois ou três ainda capazes de ler diskettes. No meu computador já considerei o leitor de CD supérfluo. A diskette sobrevive como ícone anacrónico nos interfaces digitais. O rádio é Siemens e a diskette BASF. Dead media versão tecnologia germânica, criados na curva ascendente do ciclo produtivo onde o domínio da produção a baixo custo por marcas genéricas ainda está longe no horizonte.

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