domingo, 3 de fevereiro de 2013

Algema e chicote


Uma capa capaz de fazer corar os mais arrojados filmes de terror sexploitation dos anos 60 e 70....

O Fantasy Ink publicou uma inspiradora galeria de capas clássicas da Mulher Maravilha, super-heroína da continuidade da DC Comics. A wikipedia refere que a Wonder Woman foi criada para reflectir nos comics dos anos 40 um exemplo de mulher libertada e independente, capaz de fazer frente em pé de igualdade ao carácter másculo dos comics. Certo, penso eu com sorriso maroto. Reflictamos nisso enquanto contemplamos a iconografia de uma bombshell cujas reduzidas vestes colantes deixam pouco à imaginação, armada com pulseiras que andam perto das algemas de masmorras de terror medieval e um possante chicote. Se a intenção é ilustrar a igualdade, nada melhor que adaptar a mais iconografia sado-masoquista com as cores nacionalistas americanas. Algemas, chicote fosforescente e vestes reduzidas azuis, amarelas e vermelhas com estrelas brancas nas ancas.


Míssil como símbolo fálico, heroína impotente aprisionada na masmorra metálica sob o olhar do homem metálico. Capa prometedora.

Não por acaso, em boa parte das histórias clássicas da personagem esta ficava-se impotentemente amarrada em poses sugestivas à mercê das nefandas intenções dos inimigos. Mas estamos a falar de comics. Mulheres esculturais e homens musculados desenhados com fatos que não são mais do que cor aplicada sobre o corpo a disfarçar mal os orgãos genitais cujas implicações psico-sexuais dariam mote para muitas conversas.

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