quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

John Dies At The End

John Dies At The End arranca com um dilema existencial. Se depois de desmembrar um cadáver se for substituindo as peças do machado que serviu para cortar alguém às postas, esse alguém poderá depois reclamar que o machado foi a arma do crime? Dez páginas depois, os heróis do livro andam a ser perseguidos por uma criatura humanóide que se incorpora através de pedaços de carnes frias, salsichas e comida congelada. Chega a referir-se a a expressão sodomizado por salsicha alemã mas felizmente não chega a isso.

Profundamente fascinado pelo surrealismo fantástico bem humorado do livro de David Wong. Como não ficar deslumbrado por um livro que nos primeiros parágrafos desafia todos os pressupostos de uma boa iniciação à narrativa ficcional e se atreve a tirar o tapete debaixo dos pés do leitor com um arranque destes:

"THEY SAY LOS Angeles is like The Wizard of Oz. One minute it’s small-town monochrome neighborhoods and then boom—all of a sudden you’re in a sprawling Technicolor freak show, dense with midgets.

Unfortunately, this story does not take place in Los Angeles."

David Wong (2009). John Dies At The End. Nova Iorque: St. Martin's Press.

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