segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Salammbô I


Inspirado na obra homónima de Flaubert, Philippe Druillet reapropriou em três álbuns o clássico Salammbô na sua perspectiva única de space opera psicadélica. Estou a dar os primeiros passos nesta obra, e fiquei completamente deslumbrado. É um traço de época, enquadrado na ilustração de cariz cósmico e psicadélico com toque surrealista dos anos 70. O olhar perde-se no excesso barroco de pormenores que enchem as pranchas. Elegante, ritualizado, surreal, reminiscente de vastas paisagens imaginárias. Profundamente cósmico.



De encher o olho, a contemplar durante horas a fio. Simplesmente extraordinário. Altera a percepção da vastidão narrativa da banda desenhada. A bela e exótica Salammbô, as portas de uma Cartago de space opera, a demência arquitectónica da cidade... ilustrações que me deixam sem fôlego.

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