quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Retrovirus




Jimmy Palmiotti, Norberto Fernandez (2012). Retrovirus. Berkeley: Image Comics.

Arquivar na categoria de promissor mas aquém do prometido. Palmiotti arranca com uma premissa interessante: uma corporação de pesquisa biomédica sequencia o código genético de neandertais, clona-os numa base secreta da antártida e observa os comportamentos das tribos ressuscitadas que depressam aprendem a fugir aos ambientes artificiais onde são enjaulados. Este panorama ficcional fantástico fica-se como cenário a uma história banal de uma cientista boazona louraça que é levada à base secreta para descobrir uma cura para um vírus de que os neandertais são portadores, apenas para sobreviver ao previsível massacre dos seguranças e cientistas humanos frente a uma horde de neandertais mais espertos do que pareciam. E apaixonar-se pelo chefe de segurança, um belo naco de carne que gostava de conversar com ela através das câmaras de segurança estrategicamente colocadas nos seus aposentos privados. Quanto ao vírus, não causa doença nenhuma, apenas esterilidade, e estava a ser desenvolvido como arma bacteriológica.

O que é interessante neste comic é a forma como tudo o que desperta o interesse é relegado para segundo plano, para cenário, e o previsível e entediante formam o cerne da história. Um caso puro de tiro ao lado. A ilustração de Norberto Fernandez é competente sem se tornar memorável.

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