segunda-feira, 18 de junho de 2012

Second World



Jeremy Robinson (2012). Second World. Nova Iorque: St. Martin's Press.

Pensem num elemento das teorias de conspiração mais surreais e encontram-no neste livro. Armas exóticas de destruição massiva. Armas secretas nazis. Conspirações governamentais ao mais alto nível. Sobrevivência do regime nazi após o colapso da II guerra. Ovnis. Bases nazis ocultas debaixo dos gelos antárticos. Paraísos subterrâneos na antártida. Sobrevivência criogénica de Hitler. Robots assassinos. Bases ultra-secretas norte-americanas interligadas por túneis onde correm comboios maglev. Deixei alguma coisa de fora?

Second World é assumidamente um mau livro. Escrito numa linearidade atroz, lê-se como se veria um mau filme de acção de série B. O amontoado de ideias bizarras é interligada por uma narrativa de corrida contra o tempo, em que um pequeno grupo de heróis tenta salvar o mundo da aniquilação pelo poder nazi ressurgido. Uma arma secreta desenvolvida no final da segunda guerra provoca o caos no início do século XXI. Para travar o ressurgimento do poder nazi entranhado ao mais alto nível governamental e acordado de um longo sono criogénico um polícia militar americano auxiliado por uma agente secreta da República Federal Alemã e um escritor checo de teorias da conspiração com propensão para uso de pistolas de elevado calibre correm contra o tempo e através do planeta para resolver o mistério das catástrofes que retiraram o oxigénio a Miami, Tokio e Tel-Aviv e travar a aniquilação da humanidade por uma arma exótica lançada por um núcleo nazi que visa exterminar a humanidade impura e dominar um planeta povoado por descendentes arianos.

A sanidade duvidosa e a incoerência imperam neste livro. Apesar disto, classifica-se no conjunto de obras que é tão má que se torna divertida. Thriller inconsequente, é uma leitura leve, cheia de ideias incomuns e nada atrapalhada por narrativas complexas.

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