segunda-feira, 25 de junho de 2012

Emperor Mollusk Versus The Sinister Brain



A. Lee Martinez (2012). Emperor Mollusk Versus The Sinister Brain. Nova Iorque: Orbit.

É impossível ler este livro sem que a mente se encha de imagens multicoloridas de criaturas de filmes de série B, monstros estilizados, arquitecturas utópicas e mecanismos brilhantes de pura ficção científica. Esta é uma obra que homenageia divertidamente o lado mais anárquico do género, essencialmente uma desculpa para a utilização de alguns dos mais icónicos dos seus conceitos. Civilizações perdidas, invasões alienígenas, raios da morte, arquitecturas utópicas ao estilo limpo da space age, monstros apocalípticos, buracos no espaço-tempo, naves espaciais de cromado reluzente e cérebros ambulantes manipuladores são alguns dos divertidos ingredientes desta homenagem aos estilismos sublimes que excitam a imaginação.

A narrativa coloca-nos a seguir as desventuras de um octópode super-inteligente que depois de conquistar o planeta terra decide que está farto de ser conquistador galáctico e se dedica à pesquisa de tecnologias exóticas com aplicações potencialmente letais. Amado pelos terrestres, em parte porque o seu método de conquista envolveu não a aniquilação com armas poderosas mas a introdução de uma substância que tornou os humanos pacíficos, é odiado pelas restantes civilizações do sistema solar. Rumores de uma ameaça levam as forças policiais de um dos seus planetas inimigos a protegê-lo para que mais tarde o possam castigar por crimes contra o planeta. E que ameaça é essa? Uma sucessão de pistas e armadilhas que levam o dominador octópode e uma saurópode agente secreta venusiana através de uma atlântida de mercenários militares, civilizações fungícas perdidas em cavernas antárticas, míticas cidades esquecidas nos himalaias ou selvas primevas onde monstros do passado e do futuro entram em colisão genética. É aqui que ovnis robóticos são abatidos por dinossauros voadores que disparam lasers dos olhos, e se esta frase não vos leva a pegar neste livro, bem, decididamente este não é um livro para vós. Uma conspiração sinistra por parte de um colégio de cérebros preservados de grandes figuras histórias é destroçada por mensagens enviadas do futuro pelo octópode inteligente.

Emperor Mollusk Versus The Sinister Brain é das leituras de ficção científica mais divertidas que fiz nos últimos tempos. Escrito numa prosa leve, recupera iconografias clássicas da golden age, levando o leitor a mergulhar nos mundos fantásticos prometidos pelas capas de cores berrantes das revistas pulp.

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