sexta-feira, 9 de março de 2012

Para lá da psico-pedagogia pop

Ken Robinson é já bem conhecido daqueles que tentam pensar diferente no monolítico sistema educativo. É interessante, pertinente, mas diz aquilo que gostamos de ouvir com um certo toque de psicopedagogia pop e do que já ouvi e li do seu pensamento oferece muitos exemplos divertidos mas sem grandes preocupações de aplicabilidade.

Este manifesto de Seth Godin atravessou-me o radar recentemente: cento e trinta e um pontos que detalham as problemáticas de um sistema educativo pensado para um modelo de sociedade que hoje se desvanece com ideias de actuação. Pode ser lido em Stop Stealing our Dreams (http://www.squidoo.com/stop-stealing-dreams)*

Já com uns anitos, mas enorme pertinência e peso académico, o artigo "All I Really Need to Know (About Creative Thinking) I Learned (By Studying How Children Learn) in Kindergarten" de Mitch Resnick (http://web.media.mit.edu/~mres/papers/CC2007-handout.pdf) detalha estratégias de actuação nalguns domínios do conhecimento centradas sobre o estimular da criatividade e não na elementar aquisição de conhecimentos. É dele também a frase que se tornou um dos meus mantras pessoais: Children have many opportunities to interact with new technologies – in the
form of video games, electronic storybooks, and “intelligent” stuffed animals. But rarely do children have the opportunity to create with new technologies”.
Afirmação que lamentavelmente se aplica além do foco de investigação de Resnick.


* se por acaso descarregarem a versão epub para leitura em tablet/e-reader aconselho a recodificação do fluxo de texto no Calibre, senão vão precisar de óculos para ler as letras miudinhas. O livro estava ilegível no meu cybook e quando recodifiquei percebi porquê: corpo de letra fixado em 1pt.

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