segunda-feira, 26 de março de 2012

David Boring


Daniel Clowes (2002). David Boring. Nova Iorque: Pantheon.

Obsessão é o mote deste livro. Todos os personagens vivem obcecados pelo sue mundo interior, alheados dos sentimentos dos que os rodeiam. Solipsistas, buscam a solução para os seus intricados engimas indiferentes aos colapsos exteriores, que apenas servem para reforçar as suas obsessões.

O personagem que dá o nome ao livro é arrastado pelas circunstâncias, vive uma paixão de final infeliz com uma mulher que se adapta aos desejos dos homens, é alvejado por um professor universitário e acaba isolado com a sua família distópica e a companheira lésbica de casa e de vida numa ilha, afastado da sociedade. Sempre à procura de algo, sempre a perder o que tem.

O traço enganadoramente simples e fortemente contrastante de Daniel Clowes suaviza esta história de obsessões, tragédias apocalípticas, derivas pelo mundo e sexualidade individual desviante.

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