terça-feira, 21 de julho de 2009

Reposta fácil

Terminei ontem mais oito horas de formação intensiva sobre quadros interactivos. Ao fim de dezasseis horas, posso dizer com confiança que conheço profundamente a aplicação ActivInspire. Escaparam poucos detalhes na exaustiva formação. Posto isto, será que estou mais capaz de tirar partido do quadro interactivo enquanto recurso educativo, de dar aulas mais eficazes e capaz de transmitir eficientemente aos meus colegas o como trabalhar com quadros interactivos?

Bem, não, não e não.

Talvez seja cegueira da minha parte, mas não vejo grandes vantagens na utilização das ferramentas ditas pedagógicas que vêm embrulhadas nos quadros. A larga maioria das actividades possíveis resolve-se com um powerpoint, que ainda beneficia da vantagem de ser um standard de facto (ao contrário destes softwares que produzem ficheiros proprietários). As mais interactivas resolvem-se controlando directamente outras aplicações no computador, usando o quadro como um ecrã e o dedo/"caneta" transdutora como rato. É essa a grande vantagem pedagógica do quadro interactivo. Até agora não estive em nenhuma formação que realmente explorasse essa vertente. Resumem-se todas a aprende a controlar o SmartBoard Notebook/eBeam Notebook/Promethean ActivInspire. Redutor, muito redutor.

É que não consigo ver mesmo qual a vantagem de usar um quadro interactivo para mais drill and practice, para mais actividades de memorização cuja vantagem face ao giz é serem mais coloridas e manipuláveis. Introduzir tecnologia na sala de aula implica alterar radicalmente metodologias de trabalho. E para isso não há respostas fáceis.