segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Revelation Space



Alastair Reynolds (2000). Revelation Space. Londres: Gollancz

Wikipedia | Reveleation Space

No futuro distante, a humanidade espalha-se pela galáxia, explorando novos sistemas solares e colonizando os seus planetas. Tornando-se uma civilização espalhada pela galáxia, a humanidade divide-se em váriso grupos, alguns com raízes planetárias e outros especializados nas longas viagens a velocidades sub-lumínicas entre os planetas colonizados.

A solidão da humanidade no espaço é um enigma. Expandindo-se pela galáxia, a humanidade encontra poucas formas de vida extraterrestre, e apenas duas avançadas. Num planeta distante, um arqueólogo com segredos no seu passado investiga o mistério do desaparecimento de uma civilização que antes de ser aniquilada por um estranho acontecimento parecia estar pronta a expandir-se para o espaço.

No espaço, a tripulação de uma nave sub-lumínica que se desloca entre os planetas habitados procura uma cura para a doença biotecnológica do seu capitão. A cura reside junto do arqueólogo, e da simulação digital do seu pai.

Mas outras forças manipulam os acontecimentos. No planeta distante, as lutas políticas locais ameaçam o arqueólogo. Na nave, um vírus informático leva alguns tripulantes à loucura. No espaço, uma isolada civilização avançada que se refugiou dentro de distorções do espaço-tempo procura influenciar as acções dos personagens. No centro deste mistério encontra-se um artefacto alienígena a orbitar o planeta distante e os resquícios de uma guerra interminável, cataclisma à escala cósmica, travada biliões de anos antes da aurora da humanidade. É neste artefacto que está a resposta ao mistério da falta de vida na galáxia, por fazer parte de uma rede galáctica de artefactos que têm como missão exclusiva aniquilar focos de vida inteligente, uma arma final para prevenir novos conflitos interestelares.

São estes os ingredientes de Revelation Space, uma space opera pintada a traços largos sobre a tela da galáxia. A obra é ambiciosa, criando um universo complexo e multifacetado, propondo interessantes variações de humanidades e misteriosos alienígenas. Alastair Reynolds cria mundos detalhados, quer entre os recantos apertados das naves espaciais quer entre os confins dos seus planetas imaginários. São aspectos interessantes, mas não particularmente inovadores - o desenvolver de mundos fantásticos faz parte do género da space opera. Interessantes são alguns conceitos utilizados pelo autor - a manipulação da física para alterar a topologia do espaço, e uma visão biológica da tecnologia, em que o software e o hardware se comportam como entidades biológicas.

Por vezes, a abrangência pretendida por Reynolds para Revelation Space torna a leitura confusa. Os vastos mundos exigidos pelas space operas são por vezes difíceis de gerir. Mas no global, Revelation Space é uma interessante space opera, um livro que custa um pouco a arrancar mas que quando encontra o seu ritmo se torna uma leitura imparável.

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