domingo, 17 de junho de 2012

How to Understand Israel in 60 Days or Less


Sarah Glidden (2010). How to Understand Israel in 60 Days or Less. Nova Iorque: DC Comics

Devo dizer que fiquei encantado pelo grafismo simples e intimista desta obra. Assemelha-se muito a cadernos de desenho em viagem com uma linha narrativa muito precisa. Quanto à história em si, gira à volta das sensações de uma jovem judaico-americana, acérrima crítica das políticas do estado de Israel, que faz uma viagem ao berço do judaísmo numa excursão temática sobre raízes da diáspora judaica. Por entre propaganda, visitas aos locais icónicos e vislumbres da realidade do país, apercebe-se que toda a situação é mais complexa no local do que imaginava nas ruas de Nova Iorque. Sem ser particularmente incisivo, dá-nos um olhar pessoal sobre a história recente de um país conturbado.

sábado, 16 de junho de 2012

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Bloom Day

Saber que hoje, dezasseis de junho,  se comemora o dia em que o senhor Leopold Bloom vive a sua odisseia na cidade de Dublin  trouxe-me à memória uma pequena recordação de Gibraltar. Visitar o famoso jardim botânico sob o opressivo calor andaluz misturado com a brisa húmida levantina. O jardim é minúsculo e pouco interessante, um pouco de jardinagem científica transplantada pelo corpo real de engenharia para o sopé do rochedo. Mas um dos seus recantos comemora a ficcional Molly Bloom, esposa de sangue ardente do senhor Leopold que devaneou com galantes oficiais nos recantos gibraltinos antes de monologar em Dublin.

Num semi-círculo por entre árvores e sebes está uma pequena estátua a retratar a senhora Bloom. E quando lá passei uma mulher e a sua filha pequena deleitavam-se a retratar-se ao pé da estátua. Algo me diz que esta mãe numa leu o Ulisses de Joyce... ou então é apologista de educações libertárias. Porque Molly foi flor das montanhas, disposta a ser colhida sob as alamedas à sombra do rochedo:

O and the sea the sea crimson sometimes like fire and the glorious sunsets and the figtrees in the Alameda gardens yes and all the queer little streets and the pink and blue and yellow houses and the rosegardens and the jessamine and geraniums and cactuses and Gibraltar as a girl where I was a Flower of the mountain yes when I put the rose in my hair like the Andalusian girls used or shall I wear a red yes and how he kissed me under the Moorish wall and I thought well as well him as another and then I asked him with my eyes to ask again yes and then he asked me would I yes to say yes my mountain flower and first I put my arms around him yes and drew him down to me so he could feel my breasts all perfume yes and his heart was going like mad and yes I said yes I will Yes.


O final do monólogo é um de muitos atentados que Molly faz ao ideal de decência e recato vitoriano. Por estas e por outras é que o livro se tornou maldito. 


Dezasseis de junho, 1904. Data da noite em que a singular Penélope joyciana proferiu o mais famoso e longo monólogo interior da literatura.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

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Canto de Cisne


Para memória futura: um registo da minha última aula de Educação Visual e Tecnológica. Expressão que nunca imaginei utilizar sem ser num contexto de escolha pessoal de mudança de carreira, mas a colisão entre crise económica, imposições orçamentais, resvalar ideológico das estruturas ministeriais e necessidade de transferir dinheiro de serviços públicos para bolsos privados assim o obrigou. Se EVT fosse uma PPP não estaria em maus lençóis, mas é uma área disciplinar da escola pública. Claramente o país não se pode dar ao luxo de sustentar educação artística para a população geral, ou pelo menos isso nos querem fazer crer.

Eu sei. Palavras amargas e revoltadas de ver tanto esforço anulado por decreto.

Não terminou com uma explosão nem com um sussurro. Mas terminou com um toque sentimental com os alunos a insistir que queriam terminar desenhos e pinturas. E fizeram-no, lamentando o momento em que o toque soou e a arrumação final teve de ser feita.

Faber-Castell


Mais uma do eco-sistema natural da sala de aula. Ontem um aluno apareceu-me com com estas relíquias: caixa de lápis da Faber-Castell de idade indeterminada mas design a apontar para coisa para aí com os seus vinte ou trinta anos, e um conjunto de borrachas para máquina de escrever. Tivemos de explicar ao aluno que coisa era essa.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Fax


Para o capítulo coisas estranhas do dia a dia. Chegar à secretaria da escola logo de manhã para ir buscar um papel impresso e dar com isto na impressora/fax. Ah, isto é um anúncio a toners baratos. Enviado sem ser solicitado. Porque não há melhor forma de convencer alguém a comprar toners do que enviar-lhe publicidade não solicitada que gasta os toners do fax.

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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Manual de Evasão LX94

Em 1994 aquando da iniciativa Lisboa Capital Europeia da Cultura aconteceu algo improvável. Edgar Pêra foi financiado para realizar um filme no seu estilo próprio. O resultado? Um delírio cyberpunk com intervenções de Terence McKenna, Rudy Rucker e Robert Anton Wilson e uma pedrada no charco da habitualmente tépida cultura oficial portuguesa. Recentemente alguém no Whitechapel descobriu esta pérola escondida nos milhões de horas de vídeo no YouTube. Deixemos a sinopse antever o que espera a algum viandante da internet que depare com esta preciosidade: Ynvestigação trans-temporal. Os Mapas do tempo, a percepção do tempo numa cydade como Lysboa, formas de evasão à rotyna lysboeta. Dok Xaman, Cyber Magus e Neuro-Ynvestigador - habytantes de um mundo paralelo, San Francysko - deslokam-se a Lysboa para kolaborarem numa ynvestygação experymental. Rekorrendo à magya do mundo das plantas, os cientystas e magos alteram os rytmos de vyda dos habytantes de Lysboa, em partykular a rotyna dos burokratas e dos operáryos da Fábrika do Tempo. 


Disponível no YouTube em quatro partes:





Boas visualizações psicadélicas.

Cinema de animação em EVT


Duas curtas colaborativas, saídas da imaginação e esforço do professor Fernando Ferreira, meu par pedagógico em EVT. O objectivo da actividade era levar os alunos a experimentar a realização de animações em stop motion.


Como fazer? Confesso que esta foi daquelas actividades em que aprendi tanto como os alunos. Tenho explorado mais a vertente digital e este trabalho incidia sobre técnicas clássicas de animação. O processo de criação divide-se em várias fases:
- Descoberta: visualização de filmes criados com diferentes técnicas de animação.
- Esboço: criação de diversos desenhos. Desses cada aluno escolhe um para ser animado.
- Duplicação: cada aluno cria dois desenhos iguais do elemento escolhido, em folhas de papel A5.
- Guionização: cada aluno entrega a cópia do seu desenho a outro colega. O desafio é o de criar uma animação de metamorfose, em que o seu desenho se transforme gradualmente no outro em pelo menos 24 passos (correspondentes a fotogramas). Um pequeno guião ajuda os alunos a perceber como o podem fazer.
- Animação: é a fase mais prolongada. Utilizando um dossier que permite o acumular de várias folhas os alunos vão desenhado cada um dos fotogramas a animar. Para facilitar fazem-no sobrepondo os desenhos por ordem inversa enquanto desenham.
- Fotografia: utiliza-se um tripé, máquina fotográfica digital e um suporte que permita colocar os desenhos perpendiculares à lente da máquina.
- Montagem: utiliza-se um programa como o MonkeyJam ou o Moviemaker para importar as fotografias produzidas na fase anterior e montar em vídeo. Em tempos idos utilizei o Corel R.A.V.E. para este processo.

Cada aluno cria uma sequência de animação que vai do seu desenho ao desenho de outro aluno. Ao terminar isso pode ser evidenciado pela montagem do vídeo final em que as sequências se interligam pela ordem dos elementos animados.

Para além deste projecto o professor Fernando Ferreira está com outra turma a realizar uma curta metragem de animação de sombras em multiplano. Podem ver aqui alguns apontamentos muito interessantes do processo de criação com os alunos: Stop Motion.

Bad World


Warren Ellis, Jacen Burrows (1998). Bad World. Urbana: Avatar Press.

Peguei neste livro a pensar que ia ler mais um comic outrè... e sai um longo ensaio gráfico às voltas com a estranheza surreal que se encontra pelos recantos mais obscuros da internet. Ellis é um autor que tem a mão no pulso do fervilhar digital e esta colecção de vinhetas mostra a sua capacidade de pegar no absurdo e empacotar como reflexão sobre a colisão entre a incapacidade humana de lidar com a causalidade e a indefinição do conceito de normalidade consensual. Teorias da conspiração, sexualidades desviantes, loucuras religiosas, anormalidade em estado bruto é o que nos é oferecido com delirantes ilustrações de Jacen Burrows.

terça-feira, 12 de junho de 2012

As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy

Filipe Melo, Juan Cavia (2010). As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy. Lisboa: Tinta da China

Quem cresceu a ver filmes por vezes inenarráveis de série B em VHS percebe este livro. É um divertimento interessante, que mistura inúmeras referências à cultura pop do terror e fantástico numa história muito divertida. Neste primeiro volume das sagas do detective do oculto e o seu companheiro ex-entregador de pizzas somos mergulhados numa Lisboa de trevas, refúgio de seres aterrorizantes e criaturas tenebrosas. O roubo de uma motocicleta é a porta de entrada para uma vasta conspiração onde resquícios nazis refugiados nos esgotos lisboetas raptam crianças para prosseguir com terríveis investigações eugénicas, apenas sendo travados pelos acasos das investigações de Dog com alguma ajuda de estrelas do sobrenatural.

Filipe Melo deixa à solta uma imaginação ensopada na mitologia do horror de série B e as ilustrações de Juan Cavia transformam Lisboa numa impressionante catedral do oculto.

Castelos Virtuais


Para terminar em cheio o ano lectivo com os alunos do 5º C, a turma que mais projectos desenvolveu no domínio do 3D, fizemos uma visita virtual a vários mundos alojados no Babel X3D. Começámos com o mundo criado pelos alunos. O projecto original implicava a criação de vários mundos pelos diversos grupos, mas o tempo tornou-se curto e optou-se por reunir os vários trabalhos num mundo único. O ficheiro no Vivaty Studio mostra a quantidade de objectos criados pelas crianças e incorporados no mundo virtual.


Cá estão os responsáveis, representados por um avatar por grupo. A criação de avatares pelas crianças foi um aspecto que infelizmente não pode ser efectuado. Olhando para o tempo disponível e diversidade de experiências que os alunos passaram é de notar que muito foi conseguido, mas seria interessante ver a forma como estes iriam criar as suas representações virtuais.


A bandeira foi solicitada por um dos alunos do grupo que concebeu o castelo. Cá estão eles novamente, congelados a contragosto para uma fotografia virtual. Escrevo isto porque a reacção das crianças nos primeiros contactos com mundos virtuais é de deleite. Ficam absorvidos pela exploração dos espaços, a tentar interagir com objectos, a aprender como movimentar e personalizar os seus avatares. Parar estas experiências é sempre difícil.


O mundo finalizado, em testes prévios no Babel X3D. Foi apelidado de Castelo. Pode ser visitado, recomendando-se o browser Internet Explorer e o plugin BS Contact (ou Chrome/Firefox com a extensão ieTab).


Mais do que imergir os alunos no seu trabalho, o objectivo desta sessão era mostrar os mundos virtuais disponíveis. Os seus potenciais do jogo à aprendizagem são enormes, mas para primeiro impacto optámos por uma exploração que enfatizasse a diversidade de espaços disponíveis. Para terminar, uma corridinha no Grand Prix. Eu perdi.


Note-se a frase: imergir os alunos no seu trabalho. É uma das características mais apaixonantes do trabalho que se vai desenvolvendo no 3D Alpha. Mostrar aos alunos algumas ferramentas simples de modelação 3D, propor projectos que podem ser livres ou temáticos possibilitando abordagens interdisciplinares, deixá-los criar domando as ferramentas digitais às suas ideias, e terminar com a capacidade de imersão dos criadores dentro das representações digitais das suas criações.

(Uso a expressão crianças para designar os alunos. Formalmente seria crianças e jovens, mas é de sublinhar que este projecto foi efectuado por alunos de uma turma de quinto ano de escolaridade com idades compreendidas entre os dez a doze anos em horas roubadas na brevemente extinta área curricular não disciplinar de Estudo Acompanhado.)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

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Arc 1.2: Post Human Conditions


Pura nutrição cerebral. Criada pelos editores da New Scientist, a revista digital Arc já se distingue pela linha editorial cuidada que misturando ensaio e ficção reflecte sobre os futuros próximos e possíveis. A segunda edição olha para a condição pós humana reunindo artigos e contos intrigantes e provocadores. Pode ser adquirida aqui: Arc 1.2: Post huma conditions.

Artigos e ensaios:

The Future's Mine: Frederik Pohl fala-nos do regresso a futuros passados ao olhar para o enorme corpus literário da FC clássica como inspirador de padrões para prognósticos futuristas. Se as ideias ficaram datadas os padrões que delas emergem podem apontar caminhos para o futuro antevisto por think tanks.

Nobody Knows You're a Dog: Anne Galloway e Sumit Paul-Choudhury especulam sobre uma internet animalesca, extrapolando o gosto pela iconografia animal online para um futuro próximo em que os animais são nós informativos activos no mundo digital.

Petersburg's Prometheus: Sonia Versterholt e Simon Ings redescobrem um velho mestre do cinema de ficção científica soviética, ostracizado pelos seus pares mas fortemente influente na estética cinematográfica de obras como Alien, Terminator e o recente Prometheus. Distintos pela estética cuidada e paixão pela exploração espacial, os seus filmes ultrapassaram a cortina de ferro e foram paradoxalmente aproveitados por Roger Corman para filmes de série B.

Through The Space Desert: Regina Peldszus analisa a solidão das missões espaciais, focalizando-se nas experiências russas e europeias que simulam viagens a marte, histórias das estadias claustrofóbicas de astronautas em órbita e insights vindos da experiência de isolamento nas missões cientificas que se mantém nos longos invernos antárticos.

The Mudang's Dance: Gord Sellar analisa a moderna Coreia do Sul, olhando para a transformação de um país de sociedade tradicionalista ruralizada num paradigma de hipermodernidade económica e tecnológica, onde a evolução exterior quase instantânea encontra formas de se harmonizar com o tradicionalismo elitista arreigado numa cultura forçada a evoluir à velocidade da luz.

Built for Pleasure: ensaio de P. D. Smith que é um hino à cidade como espaço de encontros, diversidade, partilhas culturais, complexidade de engenharia e descobertas.

Adult Pursuits: Holly Gramazio fala-nos de jogo traçando paralelos com aprendizagem lúdica e uma cultura pós-televisiva que volta a colocar a tónica em actividades físicas que também envolvem o cerebral e o imaginativo.

Bad Vibrations: Kyle Munkittrick manifesta-se pelo entendimento do jogo digital como meio de expressão de pleno direito, com uma estética e formas próprias de abordar as questões para as quais as artes mais "tradicionais" sempre olharam.

Ficção:

Attenuation de Nick Harkaway mistura clonagem, viagens galácticas, teletransporte de consciência humana, ciúme e sede de vingança numa história em que um homem se vê transplantado para um corpo estranho e é obrigado a assassinar o seu corpo original para sobreviver.

The Man de Paul McAuley leva-nos a um futuro próximo pós-apocalíptico em que após a destruição das principais megalópoles mundiais num conflito nuclear a humanidade dispersa-se pelo espaço auxiliada por alienígenas. Sob este pano de fundo passa-se uma história onde num mundo distante uma terrestre exilada sobrevive recolhendo detritos tecnológicos nas ruínas de uma fábrica alienígena até encontrar um simulacro humano, androide silencioso que replica na perfeição um homem desaparecido há anos atrás.

Big Dave's In Love por T. D. Edge leva a um certo absurdo o colapso singularitário, num futuro onde após um apocalipse electro-plástico que trasnformou a superfície do planeta num oceano viscoso de interferências eléctricas os sobreviventes vivem isolados em paraísos artificiais, mantidos vivos por brinquedos inteligentes dedicados que à sua maneira desenvolvem uma espécie de alma.

Komodo: Jeff Vandermeer brinda-nos com um conto longo de elevado surrealismo, fortemente mergulhado na estética new weird que tanto e tão bem defende. Num voo puro de imaginação somos levados a conhecer realidades paralelas, metáforas de transiência, espécies alienígenas avançadas e criaturas predatórias que se movem nos espaços interdimensionais. Um conto que se lê como um longo sonho, por vezes atraente por vezes assustador, onde a lógica interna se sobrepõe às lógicas consensuais.

domingo, 10 de junho de 2012

Indícios...



... da sociedade panopticon. Seguros no controle, monitorização digital de todos os movimentos. Visão de máquina a auscultar a acção humana.

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Menz Insana

Christopher Fowler, John Bolton (1997). Menz Insana. Nova Iorque: DC Comics.

A inversão das lógicas e um certo humor negro dão algum interesse a esta graphic novel. Mas a conjugação do estilo gráfico limpo de John Bolton e um argumento previsível deixam Menz Insana muito aquém do que poderia ser. As partes da narrativa passadas num mundo mental onde a loucura é a normalidade dissolvem-se num plot twist relativamente banal de vinganças em asilos de lunáticos.

sábado, 9 de junho de 2012

New Yorker Science Fiction Issue (I)

Ainda estonteado pelo cheirinho a papel couché impresso. Prontinho para mergulhar na edição de verão da New Yorker, este ano dedicada à ficção científica.


A capa de Daniel Clowes está esplendorosa, a remeter para a quadricromia dos comics com a iconografia do género fantástico. A imagem do aventureiro espacial, robot e monstro a irromper em cores gritantes pelo acastanhado do academismo, chocado e desconfiado pela erupção de imaginação pura no meio dos silogismos da teoria literária captura bem boa parte do que se diz da Ficção Científica. Os olhares surpresos, desconfiados e assustados das figuras em primeiro plano dizem tudo. Não é a pistola de raios que mete medo, é a pura liberdade imaginativa. Só resta imaginar qual o olhar da jovem loura? Partilhará do choque académico ou terá ficado embevecida pelo arrojado astronauta?

Dei algumas voltas aos neurónios a tentar perceber o porquê deste cartoon. Até que fez clique: tudo o que naufragou na ilha é exemplo de tecnologia extinta ou em vias de extinção. Talvez até o homem como o entendíamos. 

Pobre assassino da serra eléctrica. Com uma megera em casa a cercear-lhe a expressão criativa, não admira que se tenha voltado para o corte impreciso de membros e torsos.

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