terça-feira, 22 de maio de 2012

UFO Squid!


Com o final do ano lectivo os trabalhos começam a finalizar. Este projecto de um sexto ano é decididamente não digital - representar futuros dentro de caixas com assemblage de objectos criados pelos alunos. Têm saído coisas giras, mas para um fã confesso de ficção científica com uma pontinha de carinho por filmes de série B este trabalho foi das melhores surpresas que os alunos já me pregaram. Mereceu tratamento à altura...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

driving_bent



Hack it.

Um dos achados de hoje do fluxo binário de ideias. Um comentário aos estereótipos sexuais e futuras vocações. Eu iria mais longe: como professor de área artística, onde mexer, criar e usar a imaginação para construir é a base de qualquer trabalho, vejo este cartoon sobre outro prisma. O predominar de soluções acabadas e objectos tecnológicos fechados, que incentivam os utilizadores a usar de acordo com o previsto e não a recriar, perceber como funcionam debaixo do capot ou encontrar formas inventivas de utilização. Em suma, as gaiolas douradas da tecnologia, que disfarçam a prisão da imaginação debaixo de interfaces bem acabadas e design interessante.

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gravar papel

Sinto que passo demasiado tempo às voltas com computadores quando entro na secretaria da escola com um papel na mão e peço para o gravar na pasta de documentos relativos ao plano tecnológico na educação.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Macedonia


Harvey Pekar, Heather Roberson, Ed Piskor (2007). Macedonia. Nova Iorque: Villard Books

Estaremos condenados a não conseguir evitar guerras? Quando os interesses étnicos ou políticos colidem nas exíguas fronteiras de um país, estaremos condenados a repetir os ciclos históricos de derramamento de sangue? A personagem principal deste livro atípico de Pekar pensa que não. Para defender a sua tese, desloca-se à Macedónia, ex-república Jugo-eslava que apesar da intensidade do caldeirão étnico pareceu evitar o mergulho na guerra civil com auxilio das instituições internacionais. Baseada nas experiências da activista Heather Roberson, Macedonia mergulha-nos numa zona de tensão permanente, onde as experiências individuais diferem do propagandeado nos media num país que tem possivelmente os taxistas mais rudes do planeta. Apesar do tema interessante, o livro não resiste a enormes infodumps que cortam a emotividade do argumento.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Provas de conceito (II)

 O projecto final com o 5º C é o de criar vários mundos virtuais. Os alunos estão divididos em grupos e cada grupo terá de elaborar o seu espaço. Esta prova de conceito é para um ambiente mais complexo, uma paisagem rural com um moinho de água. Para começar, cria-se uma pequena casinha no Google Sketchup. Potente modelador, permite criar modelos arquitectónicos de forma muito simples.

 O Vivaty Studio serve-nos para integrar objectos 3D, atribuir navegação e interactividade. Neste passo já tenho uma ideia da lista de objectos a modelar: a casa, a roda, uma cerca e a porta. Para simplificar o trabalho convém modelar cada objecto individualmente e com tudo pronto montar. Não precisamos de criar todos os objectos. Naqueles que serão repetidos basta atribuir referências para que estes sejam representados no espaço tridimensional.

 Completando um pouco mais, importámos objectos descarregados da web. Uma rápida busca dá-nos bastantes repositórios de ficheiros 3D que podem ser utilizados gratuitamente. O Vivaty importa nativamente formatos OBJ, 3DS ou DXF, entre outros. Se o conversor interno não reconhecer o formato, o Meshlab trata do assunto.

 A experimentar algumas texturas, para dar mais realismo à cena. O aspecto riscado da casa deve-se ao Sketchup. Tendo a casa exportada como objecto único, ao atribuir uma textura esta aplica-se com erros nas faces.
Finalmente, uma antevisão em VRML/X3D. Deixei as linhas de geometria dos objectos a descoberto para se ver a quantidade de polígonos gerados. Desta prova de conceito retiram-se as seguintes indicações para os alunos: quebrar os modelos, subdividindo-os nas suas componentes; que aplicações utilizar para modelar (Sketchup para a casa, Doga para a roda); onde ir buscar outros modelos para completar o espaço.

Memórias da Escola


Recordações que se desvanecem com o tempo. Memórias de outros tempos de meninice. Antigas lições jamais esquecidas. Porque chegará o tempo em que as nossas frescas memórias se desvanecerão e os objectos que hoje cheiram a novo se encherão de pó. Uma pequena exposição de memorabilia educativa de outros tempos, patente no Centro de Recursos Poeta José Fanha.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

All Cyberpunks

Imagem apanhada no Whitechapel imediatamente seguida do comentário And now, an iPhone can take the place of most of that stuff. We're all cyberpunks now.. Bem visto. Cyberpunks com os seus iGadgets ou DroidGadgets minúsculos, a mal se notar no bolso. Mas pelo menos bem mais elegantes do que este prototípico cyberpunk a roçar o estilo banda de metal dos anos oitenta mas com luzinhas a piscar.

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Provas de Conceito


 Para terminar em cheio o ano lectivo com o 5º C o projecto é o de criar pequenos mundos virtuais em VRML/X3D. O primeiro passo é sempre dado em papel, com rascunhos dos objectos a recriar e uma descrição sucinta do mundo, com o objectivo de sintetizar ideias e facilitar o processo de criação. Tendo definido o que se quer fazer o processo de construção simplifica-se.



 Antes de avançar para o trabalho dos alunos no computador costumo pegar em alguns dos modelos por eles inventados e tentar recriar em 3D. Estas provas de conceito servem para os motivar, mostrando que as suas visões são possíveis de modelar, e para perceber quais as aplicações mais adequadas. No caso, a aeronave e o ovni foram modelados muito rapidamente em Vivaty Studio. Com os alunos possivelmente a modelação terá de ser elaborada em Doga L3.



Nunca resisto a uns vanity renders destes objectos. Próximos passos? Criar modelos de veículos e animais em Doga L3, edifícios em Sketchup e avatares personalizados no Avatar Studio. Com tudo pronto, resta integrar no Vivaty Studio e publicar os mundos VRML/X3D na web.

The Great Big Beautiful Tomorrow

Cory Doctorow (2011). The Great Big Beautiful Tomorrow. Oakland: PM Press.

Num futuro pós-singularidade, onde as cidades desertas vão sendo destruídas por criaturas bio-engenhadas um jovem imortal geneticamente modificado assiste à destruição da cidade-museu do seu pai, cruza-se com uma sociedade onde os membros implantam antenas emocionais no cérebro, encontra-se e desencontra-se com a rapariga eco-terrorista por quem se apaixonou, envelhece temporariamente graças a um vírus que paralisa a sua programação genética original e acaba por ser digitalizado graças à acção de criaturas de bio-engenharia que devoram a humanidade e as suas criações num processo destrutivo de digitalização para uma nuvem binária.

Esta amálgama de conceitos é a novela que dá o título a este livro de Doctorow, que ainda nos dá um ensaio sobre propriedade intelectual na era digital e o registo de uma entrevista online com o autor.

terça-feira, 15 de maio de 2012

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Workshop abc3D

 Vamos dar asas ao VRML/X3D?



O workshop abc3D: introdução ao 3D genérico/VRML/X3D em contextos educativos decorreu no dia 12 de maio no âmbito das Jornadas de Conteúdos Digitais Educativos, no Instituto de Educação da Universidade do Minho. Nesta concorrida sessão, abordámos as utilizações de VRML/X3D, falámos um pouco sobre estas tecnologias e foram demonstradas aplicações e mundos virtuais. Os participantes tiveram oportunidade de experimentar o Avatar Studio e levaram consigo um pacote de aplicações e tutoriais para exploração profunda.

Entre os participantes encontravam-se docentes de diversas áreas, que tiveram aqui uma necessariamente curta introdução ao VRML/X3D. Duas horas são muito pouco tempo para estas abordagens, e assinala-se que alguns manifestaram vontade de formações mais elaboradas sobre este tema.

Quanto à sessão em si, após uma curta exposição sobre VRML/X3D, aplicações e ferramentas de trabalho os participantes depressa esgotaram a experiência do Avatar Studio e começaram a questionar o que mais fazer, como ir mais longe com esta tecnologia. Foram momentos intensos, onde não houve tempo para um registo da sessão. Felizmente a organização tinha fotógrafos destacados para o efeito.


Hora de uma pequena confissão: foi a primeira vez que experimentei desenvolver um workshop destes. Mais do que ensinar, aprendi. Percebi, por exemplo, que é possível ir mais longe e mesmo atendendo à curta duração destas sessões se poderia ter experimentado outros softwares. Notei uma grande curiosidade sobre o como construir mundos virtuais no Vivaty Studio. Outra observação, pertinente, prende-se com a vontade dos utilizadores de emebeberem conteúdo VRML/X3D em páginas web de forma simples. Tudo coisas a levar em conta se conseguir dar continuidade a estas iniciativas.

Pausas



Áreas de serviço, espaços anónimos de pausa nos fluxos rodoviários. Locais de transiência.

Limites

Pobre Isaac Asimov. Suponho que esta capa queira representar que a imaginação voa para lá dos limites do universo, à velocidade de um foguetão. A metáfora é interessante mas a ilustração não foi lá muito bem conseguida... via Good Show Sir.